Organizações do Setor
Furnas
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Nome
Furnas
Data
28 de fevereiro de 1957
Tipo de organização
Empresa de geração e transmissão de energia elétrica
Verbete

Criada em 28 de fevereiro de 1957 e autorizada a funcionar na mesma data pelo Decreto nº 41.066, no governo do presidente Juscelino Kubitschek, a Central Elétrica de Furnas teve como objetivo o aproveitamento do potencial hidrelétrico do rio Grande (MG), no trecho das corredeiras de Furnas. Foi instituída com a finalidade de abastecimento energético da região sudeste do Brasil, principalmente dos estados de São Paulo, Rio de janeiro e Minas Gerais, que passavam por processo de industrialização. 

Constituída como sociedade de economia mista, teve sede em Passos (MG) e escritório central no Rio de Janeiro, contou com o engenheiro John Cotrim como seu primeiro presidente. Com o projeto concluído em 1958, o processo de construção da hidrelétrica foi iniciado. Em 1960, concluiu-se a linha de transmissão Peixoto-Furnas-Belo Horizonte e iniciou-se a instalação da linha Furnas-São Paulo. Em 1963 houve o primeiro acionamento das unidades geradoras de energia. A usina foi conectada às capitais paulista e mineira por intermédio de linhas de 345 kV. A ligação direta com o Rio de Janeiro foi estabelecida em 1968. 

Em 1962, com a criação da Eletrobras, Furnas tornou-se uma empresa subsidiária da companhia, responsabilizando-se pela geração e transmissão de energia elétrica no Sudeste e em parte do Centro-Oeste do país. 

Com o crescimento de Furnas e responsabilidade pela execução de outros empreendimentos, em 1971, a empresa mudou sua denominação para Furnas Centrais Elétricas S.A.

Furnas foi responsável pela construção de diversas usinas, entre elas: Usina de Estreito (Luiz Carlos Barreto de Carvalho), Usina de Porto Colômbia, Usina de Marimbondo, Angra I e II, Usina de Corumbá e Usina de Itumbiara. E concluiu as obras da Usina Termelétrica de Santa Cruz e Usina do Funil, iniciadas pela Companhia Hidrelétrica do Vale do Paraíba (Chevap). 

Em 1973, a empresa foi encarregada da construção do sistema transmissão associado à usina binacional de Itaipu e do repasse de energia produzida nessa usina para as principais concessionárias distribuidoras atuantes nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. 

Com a crise energética no Brasil, Furnas inicia parceria com a iniciativa privada para construção de usinas. O estado passou a administrar as sistema de transmissão e a Eletronuclear assume Angra I, II e III.  Furnas recebe juntamente com a Eletronorte a responsabilidade pela execução da obra que estabeleceu conexão elétrica entre os dois centros interligados do Brasil, a interligação Norte-Sul. 

Atualmente, a empresa atua em 15 estados e no Distrito Federal. Opera com 21 usinas hidrelétricas, das quais 4 são de propriedade integral, 6 sob administração especial, 2 em parceria e 9 em regime de participação em Sociedades de Propósito Específico. Também conta com 2 usinas termelétricas, 1 complexo eólico, 69 subestações e com mais de 29.000 Km de linhas de transmissão.


Referências utilizadas:

Site institucional de Furnas: https://www.furnas.com.br/Index/?culture=pt

CENTRO DA MEMÓRIA DA ELETRICIDADE NO BRASIL. Panorama do setor de energia elétrica do Brasil. 2. ed. Rio de Janeiro (RJ): Memória da Eletricidade, 2006