Usinas
Usina Hidrelétrica Marmelos-Zero
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Nome
Usina Hidrelétrica Marmelos-Zero
Número de registro
BC.REF-US.001
Categoria
UHE
Empresa
Município/Estado
Juiz de Fora - MG
Localização
Região
Sudeste - SE
Latitude
21° 45'
Longitude
43° 20'
Potência
375 kW
Data de Construção
00/02/1889
Inauguração
05/09/1889
Operação
00/09/1889
Histórico
A Usina Hidrelétrica Marmelos, do tipo fio d'água, localizava-se no rio Paraibuna, bacia do rio Paraíba do Sul, na altura da cachoeira dos Marmelos, na antiga estrada Rio-Juiz de Fora, cerca de sete quilômetros do município de Juiz de Fora, estado de Minas Gerais. Em 1886, a Câmara de Juiz de Fora abriu concorrência pública para concessão do serviço de iluminação, vencida por Maurício Arnade, autor de projeto de iluminação a gás. Por volta de 1887, Bernardo Mascarenhas, industrial mineiro que já era considerado, na época, uma autoridade em indústria têxtil na província de Minas Gerais, transferiu-se para Juiz de Fora e, associando-se a Francisco Batista de Oliveira, adquiriu de seu antigo detentor, a concessão para iluminação de Juiz de Fora. De posse da concessão, solicitou a revisão do contrato visando à mudança da iluminação a gás para iluminação elétrica. A modificação foi aprovada e novo contrato foi assinado, com prazo de 35 anos. Constituiu-se, então, em fevereiro de 1888, a Companhia Mineira de Eletricidade (CME), dirigida por Bernardo Mascarenhas, que iniciou, logo em seguida, a construção da usina. As obras tiveram início em fevereiro de 1889 e todo o maquinário para montagem da usina foi encomendado à firma norte-americana Max Nothman & Companhia que entregou a Westinghouse. A usina foi inaugurada em 5 de setembro de 1889. Operava, inicialmente, com dois grupos geradores de 125 kW cada, compostos de duas turbinas hidráulicas que acionavam, cada uma, dois alternadores monofásicos, sob tensão de 1.000 volts e freqüência de 60 Hz. O sistema de iluminação pública consistia, inicialmente, de 180 lâmpadas incandescentes de 32 velas, a 50 volts. Em 1891, além da iluminação pública, já haviam sido instaladas 700 lâmpadas para uso particular. Em 1892, foi instalado o terceiro grupo gerador, também de 125 kW, totalizando capacidade instalada de 375 kW. A produção da usina passou, então, a ser utilizada também para fins industriais, permitindo a modernização da indústria da região de Juiz de Fora, liderada por produtos têxteis. Em 27 de agosto de 1898, entraram em operação os dois primeiros motores elétricos do município, tendo sido, o maior deles, destinado a acionar os 60 teares da Tecelagem Mascarenhas e o segundo, de menor porte, a movimentar a oficina de Pantaleone, Arcuri & Timponi. Em 1896, a usina foi desativada e outras hidrelétricas, de maior porte, começaram a ser construídas no local, visando melhor aproveitamento do potencial da cachoeira dos Marmelos. Em 1980, a CME teve seu patrimônio incorporado à Centrais Elétricas de Minas Gerais S.A. (Cemig), atual Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). Nesta época, a usina já não contava mais com suas máquinas e equipamentos originais. Após ser tombada pelo Patrimônio Histórico, a casa de força da usina foi totalmente restaurada pela Cemig. As obras mantiveram a originalidade da construção e das áreas adjacentes. O canal de adução da usina foi desobstruído e recuperado e ao seu lado foi construída passarela com revestimento em pedra e gradil metálico de proteção, para acesso dos visitantes, tendo sido, mais tarde, transformada em espaço cultural aberto à visitação pública. Foi a primeira usina hidrelétrica construída na América Latina para o fornecimento de energia para serviços de iluminação pública, constituindo um dos marcos pioneiros do setor no país.
Situação atual
Usina desativada em 1896.
Última atualização
00/00/2013