AXIA Energia apoia compensação das emissões de carbono do Rock in Rio 2026
Rock in Rio 2026 compensará emissões de carbono em parceria com a AXIA Energia. Foto: Divulgação
Grandes festivais de música mobilizam milhares de pessoas, transporte e equipamentos e estruturas temporárias, o que eleva o consumo de energia pode resultar em emissão de gases de efeito estufa. A partir disso, com uma parceria com a AXIA Energia, o Rock in Rio 2026 pretende compensar as emissões de carbono relacionadas à operação do evento e ao deslocamento do público
Na edição de 2024, foram 50 mil toneladas de CO₂ neutralizadas. O plano de descarbonização da AXIA considera as emissões geradas dentro da Cidade do Rock e amplia o alcance para incluir o trajeto realizado pelos fãs entre suas casas e o evento. Foi estruturado em três frentes: utilização de créditos de carbono certificados, emissão de Certificados de Energia Renovável e doação de mudas e sementes para programas de reflorestamento.
Segundo a AXIA Energia, os créditos de carbono gerados a partir de energia renovável serão provenientes da Usina Hidrelétrica Teles Pires, localizada entre Pará e Mato Grosso, que está entre as 10 maiores do Brasil. Cada crédito representa uma tonelada de dióxido de carbono equivalente (CO₂e) cuja emissão foi reduzida ou evitada por um projeto certificado.
UHE Teles Pires, da AXIA Energia, vista de cima. Foto: Divulgação
Outra frente da parceria é voltada à eletricidade consumida durante o evento. Como o Brasil possui um Sistema Interligado Nacional (SIN), no qual a eletricidade produzida por diferentes fontes é integrada à mesma rede, não é possível determinar fisicamente de qual usina veio a energia consumida. Assim, para comprovar a geração de energia limpa em quantidade equivalente ao consumo elétrico do festival, a AXIA utilizará Certificados de Energia Renovável (RECFY). Cada certificado corresponde a 1 MWh produzido a partir de fonte renovável e inserido no sistema.
Segundo a empresa, o processo é realizado a partir de rastreabilidade por blockchain, auditoria independente da Bureau Veritas e selo CCEE Origem, alinhado ao Programa Brasileiro GHG Protocol e à ISO 14064.
Da Amazônia para projetos de reflorestamento
A terceira frente acrescenta uma dimensão de restauração ambiental: a AXIA prevê a doação de 15 mil mudas e mais de 1 milhão de sementes para programas de reflorestamento, após o festival. O material será proveniente da Ilha de Germoplasma mantida pela companhia na Amazônia.
Localizada no Pará e vinculada às ações ambientais de Tucuruí, a área funciona como um banco genético vivo de espécies nativas. De acordo com dados divulgados pela empresa, a ilha abriga aproximadamente 100 mil árvores de mais de 220 espécies. Entre as espécies cultivadas estão castanha-do-pará, açaí, ingá, morototó, cupuaçu, copaíba, ipê-amarelo e mogno.
A estrutura já é utilizada para produção e doação de mudas destinadas à restauração ambiental. Segundo a companhia, somente em 2025 foram doadas 88,8 mil mudas para reflorestamento.
A iniciativa dá continuidade às ações de descarbonização do Rock in Rio, que desde 2006 compensa as emissões. O diferencial desta edição, segundo a organização, é a ampliação desse cálculo para considerar o deslocamento do público.
O Rock in Rio 2026 ocorrerá dos dias 4 a 7 e 11 a 13 de setembro, no Parque Olímpico, localizado na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro.