Personalidades do Setor
Alvarino Pereira
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Nome
Alvarino Pereira
Nome para referências
Pereira, Alvarino de Araújo, 1923-
Nascimento
1923-03-18
Verbete

Alvarino de Araújo Pereira nasceu em Campina Grande (PB), no dia 18 de março de 1923. Iniciou carreira militar em 1940 quando ingressou na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, pela qual saiu oficial da arma de Engenharia, em 1943. Nesse mesmo ano tornou-se instrutor de pontes, minas e tiro do 5º Batalhão de Engenharia em Curitiba (PR) e Porto União (SC), função que exerceu até o ano seguinte.

No segundo semestre de 1944, cursou a Escola de Comunicações, no Rio de Janeiro, em preparação para participação na Segunda Guerra Mundial. De 1945 a 1947 foi instrutor de radio e telefonia, além de ter exercido funções administrativas e de comando na Companhia de Comunicações em Campo Grande.

De volta ao Rio de Janeiro em 1947, tornou-se instrutor do Curso de Sargentos e ajudante-secretário do Batalhão da Escola de Engenharia. Em 1948, ingressou no Instituto Militar de Engenharia (IME), formando-se engenheiro militar e civil em 1951. No ano seguinte passou a trabalhar no Ministério da Guerra como engenheiro, e de 1952 a 1956 foi engenheiro e chefe da Divisão Técnica do Serviço de Obras do Quartel-General da 5ª Região Militar em Curitiba (PR). Ainda nesse período, foi encarregado da construção do Quartel de Guairá e do Hospital de Curitiba. Em 1957 foi servir no 2º Batalhão Ferroviário em Rio Negro (PR) como engenheiro do Tronco Principal Sul.

De 1958 a 1959 foi engenheiro e chefe do Serviço Técnico do 1º Grupamento de Engenharia do Nordeste em João Pessoa (PB), onde dirigiu obras rodoviárias e ferroviárias de aterros e barragens. No segundo semestre de 1959 participou de um curso de Problemas de Desenvolvimento Econômico sob o patrocínio da Comissão Econômica para a América Latina (Cepal), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE) - depois denominado Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) - e do Conselho de Desenvolvimento do Nordeste (Codeno), em Recife (PE).

Em 1960 passou a servir à Presidência da República e nesse mesmo ano foi nomeado chefe da Divisão de Energia Elétrica do Departamento de Infra-Estrutura da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), em Recife, na gestão de Celso Monteiro Furtado.

De 1960 a 1963 participou da elaboração de plano de eletrificação do Nordeste, integrante do Plano Diretor da Sudene. Teve também a seu cargo a programação, supervisão e controle da execução e financiamento de diversos projetos de eletrificação, e coordenou programas de expansão e melhoria de serviços de Fortaleza (CE), São Luís (MA), Teresina e Parnaíba (PI).

Em janeiro de 1964, passou para a reserva do Exército, afastando-se em consequência dessa autarquia. Ingressou em seguida na Faculdade de Ciências Políticas e Econômicas das Faculdades Cândido Mendes, no Rio de Janeiro (GB), vindo a bacharelar-se em Economia em 1967.

Passou a trabalhar no Ministério das Minas e Energia (MME) também em 1964, como assessor da Presidência da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), na gestão de Apolônio Jorge de Faria Sales, exercendo essa função até 1974, quando passou a assistente técnico da Presidência, desempenhando essa nova função até o ano seguinte.

Durante seu período na Chesf, Alvarino de Araújo Pereira colaborou na elaboração dos projetos da Fazenda-Escola de Eletrificação Rural dos reservatórios da empresa e de usos múltiplos dos recursos hídricos e terrestres. Foi também supervisor das administrações regionais nas capitais do Nordeste. Participou, entre outras missões, da programação de recursos dos diversos órgãos federais e do BNDE, do Gruppo Industrie per Impianti All Estero Spa. (GIE), do Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (Bird) e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), entre outras instituições, para os empreendimentos a cargo da Chesf.

Em 1971, participou do Curso de Aperfeiçoamento dos Executivos do Setor Elétrico, realizado na Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro, e no Rensselear Polytechnic Institute (Nova York, EUA). Em seguida, foi designado assistente técnico da Presidência da Chesf para supervisionar as administrações regionais situadas nos estados do Nordeste. Depois da transferência da sede da empresa para Recife (PE), em 1974, passou a administrador do escritório regional no Rio de Janeiro, até o ano seguinte.

No final de 1975, foi requisitado pela Centrais Elétricas Brasileiras S.A. (Eletrobras), quando era presidente da empresa Mario Penna Bhering, tornando-se assessor do diretor de Coordenação, engenheiro César Cals de Oliveira Filho.

Em 1977 completou dois estudos, um sobre utilização múltipla das águas do rio São Francisco e possibilidade de conflitos de interesses, e outro sobre termelétricas a lenha, na Amazônia, concluindo pela não recomendação dessa alternativa.

Em 1978 foi nomeado chefe da Assessoria do Meio Ambiente da estatal, no Rio de Janeiro, cargo no qual permaneceu até 1982. No exercício desse cargo, participou de comitês de bacias hidrográficas, em cooperação com a Secretaria Especial de Meio Ambiente (Sema), com vistas à racionalização do uso dos recursos hídricos.

Coordenou também a execução do Estudo de Impacto Ambiental da Usina Hidrelétrica Segredo, e em 1983, foi nomeado por César Cals de Oliveira Filho, então Ministro das Minas e Energia, diretor-geral do Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica (Dnaee), substituindo Oswaldo Baumgarten.

Durante sua gestão foi definida uma nova política de tarifas de energia elétrica para o país e foi realizado um estudo sobre a transposição de águas da bacia do rio São Francisco para outras regiões do semiárido nordestino. Também foi intensificado o programa de gestão de bacias hidráulicas. Permaneceu no Dnaee até o início de 1985, quando foi substituído por Getúlio Lamartine de Paula Fonseca.

Logo em seguida retornou à Eletrobras como assistente da Diretoria de Planejamento e Engenharia, sob a direção de Antônio Carlos Tatit Holtz e José Luiz Alquéres, sucessivamente. Ficou encarregado da coordenação do programa de Memória Técnica do Setor Elétrico, do qual resultaram os roteiros básicos para a elaboração dos relatórios finais de obras de aproveitamentos hidrelétricos, usinas termelétricas e nucleolétricas e de linhas de transmissão. Os respectivos manuais foram publicados pelo Centro da Memória da Eletricidade no Brasil - Memória da Eletricidade, e serviram de base para a edição do relatório da Usina Hidrelétrica Tucuruí.

Permaneceu na Eletrobras até 1990, quando se aposentou. Posteriormente, foi reformado pelo Exército.

Foi também membro do Conselho de Administração da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe), da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) e da Companhia Auxiliar de Empresas Elétricas Brasileiras (Caeeb).

Trajetória profissional

Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica

Cargo: Diretor-Geral do Dnaee

Início: 1983

Término: 1985

Formação Acadêmica
  • Curso: Economia, pela Faculdade Cândido Mendes, Rio de Janeiro-GB, em1967
  • Curso: Engenharia Civil e Militar, pelo Instituto Militar de Engenharia (IME), Rio de Janeiro-DF, em 1951
Local de nascimento
Campina Grande-PB