Personalidade do Setor
Leo Penna
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Nome
Leo Penna
Nome para referências
PENNA, Leo Amaral
Verbete

Engenheiro-chefe, diretor-técnico e presidente da Caeeb; diretor de Planejamento e Engenharia da Eletrobrás

Leo Amaral Penna nasceu no Rio de Janeiro (DF) no dia 20 de abril de 1907. Formou-se em Engenharia Civil em 1929 pela Escola Politécnica, hoje Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Iniciou sua carreira profissional ainda estudante, em fevereiro de 1928, quando ingressou como desenhista na Empresas Elétricas Brasileiras S. A. (EEB), empresa ligada à American & Foreign Power Company (Amforp), passando a engenheiro depois de formado.

Em maio de 1941, a EEB foi transformada na Companhia Auxiliar de Empresas Elétricas Brasileiras (Caeeb), após o que Leo Penna veio a assumir o cargo de engenheiro-chefe. Em 1943 passou a diretor-técnico da mesma empresa, cargo que exerceria até 1965. Nessa condição, esteve à frente dos mais importantes empreendimentos da empresa, entre os quais o projeto e a construção da Usina Hidrelétrica Peixoto, na época uma das maiores do país, depois denominada Usina Hidrelétrica Mascarenhas de Morais.

Integrou a Comissão da Indústria de Material Elétrico (Cime) do governo federal, de 1944 a 1947. Após a compra das empresas da Amforp pelo Governo Federal em outubro de 1964, no ano seguinte foi conduzido à Presidência da Caeeb, tendo exercido esse cargo até março de 1967.

Durante o período em que esteve na Caeeb, Leo Penna participou de estudos de hidrometeorologia, mercado de energia elétrica, planejamento energético, anteprojetos e projetos relacionados com o suprimento de energia elétrica às capitais e diversas cidades nos estados do Rio Grande do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Alagoas, Pernambuco e Rio Grande do Norte, além de algumas das principais cidades do interior do estado de São Paulo, tais como Campinas, Araraquara, Ribeirão Preto e Bauru. Participou também da concepção, anteprojeto e projeto da Usina Hidrelétrica Chaminé e da Usina Hidrelétrica Guaricana, no estado do Paraná; da Usina Hidrelétrica Jaguari, da Usina Hidrelétrica Americana e da Usina Hidrelétrica Salto do Avanhandava, além da mencionada Usina Hidrelétrica Mascarenhas de Morais, no estado de São Paulo; da Usina Hidrelétrica Peti, no estado de Minas Gerais; da Usina Hidrelétrica Areal, no estado do Rio de Janeiro; da Usina Hidrelétrica Mascarenhas, no estado do Espírito Santo; da Usina Hidrelétrica Bananeiras, no estado da Bahia; e da Usina Termelétrica Carioba, no estado de São Paulo, e da Usina Termelétrica São Gonçalo, no estado do Rio de Janeiro, bem como de várias instalações diesel-elétricas em quase todos os centros de carga dos serviços de responsabilidade da Caeeb.

Ainda em 1967 foi designado para o cargo de diretor de Planejamento e Engenharia da Centrais Elétricas Brasileiras S. A. (Eletrobrás). Nessa condição, presidiu o Comitê Coordenador dos Estudos Energéticos da Região Sul (Enersul), de 1967 a 1970, o Comitê Coordenador dos Estudos Energéticos da Amazônia (Eneram), de 1969 a 1972, e o Comitê Coordenador dos Estudos Energéticos da Região Nordeste (Enenorde), de 1969 a 1973.

Em outubro e novembro de 1968 integrou a comitiva brasileira liderada pelo ministro das Minas e Energia, José Costa Cavalcanti, em viagem à Alemanha, França e Inglaterra, para estudos e observações relacionados com a construção da primeira central nuclear para produção comercial de energia elétrica no Brasil.

Foi o responsável pela criação do Comitê Coordenador da Operação Interligada (CCOI), que deu origem, em 1973, ao Grupo Coordenador para Operação Interligada (GCOI). Ainda como diretor da Eletrobras, integrou o Comitê Executivo dos Estudos do Rio Paraná, criado no âmbito da Comissão Mista Técnica Brasileiro-Paraguaia (CMTBP) por convênio celebrado em abril de 1970 entre essa comissão, a Eletrobras e a Administración Nacional de Electricidad (Ande). Integrou também o Comitê Executivo dos Estudos do Rio Uruguai, criado por convênio celebrado em março de 1972 entre a Eletrobras e a Agua y Energia Electrica (AYEE), da Argentina.

Participou da construção dos maiores empreendimentos hidrelétricos do país, a Usina Hidrelétrica Itaipu e a Usina Hidrelétrica Tucuruí, e dirigiu importantes trabalhos de padronização de procedimentos do setor elétrico, relacionados a projetos de obras e fabricação de equipamentos.

Deixou a Eletrobras em abril de 1976, tendo sido substituído por Licínio Marcelo Seabra, e, ao se aposentar, passou a integrar o quadro de consultores da Enge-Rio - Engenharia e Consultoria S. A., permanecendo nessa empresa até o fim da sua vida.

Em 1988 tornou-se membro do Conselho Consultivo da Centro da Memória da Eletricidade no Brasil - Memória da Eletricidade. Foi também membro da American Society of Civil Engineers e da American Geophysical Union, sócio efetivo do Clube de Engenharia, membro titular do Instituto de Engenharia de São Paulo, membro do Comitê Brasileiro do Conselho Mundial de Energia (CBCME) e membro do Conselho Deliberativo do Comitê Brasileiro de Grandes Barragens (CBGB).

Faleceu no Rio de Janeiro (RJ) no dia 9 de março de 1990.

Trajetória profissional

Diretor de Planejamento e Engenharia da Eletrobras

Início: 1967 Término: 1976

Presidente da Caeeb

Início: 1965 Término: 1967

Diretor-Técnico da Caeeb

Início: 1943 Término: 1965

Engenheiro-Chefe da Caeeb

Início: 1941 Término: 1943

Formação Acadêmica

Curso: Engenharia Civil

Instituição: Escola Politécnica

Local: Rio de Janeiro (DF)

Ano: 1929

Local de nascimento
Rio de Janeiro (DF)
Local de falecimento
Rio de Janeiro (RJ)