Personalidades do Setor
Maurício Schulman
Compartilhar
Nome
Maurício Schulman
Nome para referências
Schulman, Mauricio, 1923-
Nascimento
1923-01-21
Verbete

Maurício Schulman foi Chefe do Departamento de Engenharia, superintendente-técnico e diretor técnico da Copel, diretor-administrativo, diretor de gestão empresarial e presidente da Eletrobras.

Maurício Schulman nasceu em Curitiba (PR) no dia 21 de janeiro de 1932. Formou-se em Engenharia Civil pela Universidade do Paraná em 1954. Dois anos depois, trabalhando na Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel), integrou o Grupo Especial de Energia Elétrica, vinculado ao Plano Estadual de Desenvolvimento Econômico (Pede). Em maio de 1958, assumiu a chefia da Divisão de Estudos Contratados e em 1960 estagiou em empresas de eletricidade na França. De volta ao Brasil, assumiu em março de 1961 o Departamento de Engenharia da Copel, passando a superintendente-técnico em outubro.

Em dezembro de 1961, foi nomeado diretor do Departamento de Águas e Energia Elétrica do Paraná (DAEE/PR) pelo governador Ney Aminthas de Barros Braga. No ano seguinte, assumiu o cargo de diretor-técnico da Copel, tornando-se ainda diretor administrativo da Companhia de Desenvolvimento Econômico do Paraná. Nessa condição, representou o estado no Conselho Consultivo e Coordenador da Centrais Elétricas de Urubupungá S. A. (Celusa), empresa controlada pelo governo paulista, encarregada da construção da usina de Jupiá. Em novembro de 1963, passou a integrar o Conselho de Administração da Central Elétrica Capivari-Cachoeira S.A. (Eletrocap), empresa constituída na mesma ocasião pelo governo paranaense com o objetivo de promover o aproveitamento hidrelétrico de Capivari-Cachoeira. Ainda em 1963, tornou-se membro do Conselho Deliberativo do Instituto de Engenharia do Paraná (IEPR).

Entre 1964 e 1966, a par de suas atividades no Paraná, colaborou com a administração pública federal, prestando assessoria ao ministro Roberto de Oliveira Campos, titular da pasta de Planejamento e Coordenação Econômica. Deixou a Copel em março de 1967 para ocupar a Diretoria de Gestão Empresarial da Centrais Elétricas Brasileiras S. A. (Eletrobrás). Permaneceu no cargo até 1971, quando foi substituído por Antônio Carlos do Amaral Bastos, assumindo então a Secretaria de Fazenda do Paraná, a convite do governador Pedro Viriato Parigot de Sousa. Em março de 1974, no início do governo Ernesto Geisel, foi nomeado presidente do Banco Nacional da Habitação (BNH), em substituição a Rubens Vaz da Costa, exercendo o cargo ao longo do mandato presidencial do general Geisel. Participou neste período do Conselho Monetário Nacional e do Conselho de Administração do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE).

Em março de 1979, no início do governo João Batista Figueiredo, assumiu a presidência da Eletrobrás, sucedendo ao engenheiro Arnaldo Rodrigues Barbalho e sendo substituído no BNH por José Lopes de Oliveira. Promoveu de imediato a revisão do programa de investimentos de curto prazo da Eletrobrás, tendo em conta as medidas de ajustamento econômico adotadas pelo governo federal em decorrência do segundo choque do petróleo. Preocupou-se também com a revisão do planejamento de longo prazo do setor de energia elétrica, coordenando a elaboração do relatório conhecido como Plano 95. Divulgado em setembro de 1979, o plano recomendou extenso programa de obras e de estudos para o atendimento do mercado de energia elétrica dos sistemas elétricos interligados e isolados do país no horizonte de 15 anos.

Na mesma altura, a Eletrobrás e as maiores empresas do setor firmaram convênio para a implantação do Sistema Nacional de Supervisão e Coordenação da Operação Interligada (Sinsc) com o objetivo de viabilizar a supervisão em tempo real da operação dos sistemas interligados. Durante sua permanência na Eletrobrás, teve crescentes dificuldades de relacionamento com o ministro César Cals de Oliveira Filho, titular da pasta de Minas e Energia. Um dos pontos de divergência dizia respeito à ambiciosa política de expansão do parque termelétrico a carvão traçada pelo ministério. Em setembro de 1980, renunciou à presidência da holding federal devido a divergências com o ministro César Cals e também com o ministro do Planejamento, Antônio Delfim Neto, no tocante à política de contenção de tarifas e de cortes de investimentos das empresas de energia elétrica. Foi substituído no comando da empresa federal pelo general José Costa Cavalcanti, então presidente da Itaipu Binacional. Durante sua gestão na Eletrobrás, presidiu os conselhos de administração da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) e da Light Serviços de Eletricidade.

Também participou no mesmo período do Conselho Superior de Energia (CSE), dirigido pelo vice-presidente da República, Antônio Aureliano Chaves de Mendonça. Entre 1979 e 1981, presidiu a Comissão de Integração Elétrica Regional (Cier). Participou ainda do Conselho de Administração da Itaipu Binacional entre 1979 e 1989. Logo após deixar a Eletrobrás, passou a atuar no setor bancário privado, assumindo em outubro de 1980 o cargo de diretor das empresas de crédito imobiliário do Grupo Bamerindus. Dois anos depois, assumiu a diretoria financeira e, em 1990, a presidência do banco. Em outubro de 1991, foi eleito para a diretoria executiva da Federação Brasileira de Associação de Bancos (Febraban) e da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Entre 1993 e 1995, presidiu o Conselho de Administração da recém privatizada Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Em dezembro de 1994, foi eleito presidente da Febraban e da Fenaban com mandato de três anos. Foi membro também, no mesmo período, do Conselho da Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF). Exerceu o cargo de presidente do Conselho de Administração do Banco Bamerindus até março de 1997, quando o Banco Central decretou a intervenção no banco e nas demais empresas do Grupo Bamerindus, bem como a venda da maior parcela de seus ativos e passivos para o Hong Kong and Shangai Banking Corporation (HSBC). É membro da Academia Nacional de Engenharia. Desde 1997 atua como consultor de empresas.

BIOGRAFIA ATUALIZADA POR PAULO BRANDI NO ANO DE 2008

Trajetória profissional

Centrais Elétricas Brasileiras S.A.

Cargo: Presidente da Eletrobras

Início: 1979

Término: 1980

Centrais Elétricas Brasileiras S.A.

Cargo: Diretor-Administrativo da Eletrobras

Início: 1967

Término: 1967

Centrais Elétricas Brasileiras S.A.

Cargo: Diretor de Gestão Empresarial da Eletrobras

Início: 1967

Término: 1971

Companhia Paranaense de Energia Elétrica

Cargo: Diretor-Técnico da Copel

Início: 1962

Término: 1967

Departamento de Águas e Energia Elétrica do Paraná

Cargo: Diretor do DAEE/PR

Início: 1961

Término: 1962

Companhia Paranaense de Energia Elétrica

Cargo: Chefe do Departamento de Engenharia das Copel

Início: 1961

Término: 1961

Companhia Paranaense de Energia Elétrica

Cargo: Superintendente-Técnico da Copel

Início: 1961

Término: 1961

Formação Acadêmica
  • Curso: Engenharia Civil, pela Universidade do Paraná, Curitiba-PR, em 1954
Local de nascimento
Curitiba (PR)