3º Prêmio Mario Bhering exalta a importância da história institucional para empresas e sociedade

Postado em 25/09/2019
Rayssa Dias
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Evento reuniu executivos do setor de energia elétrica no Museu de Arte do Rio – MAR para premiar Furnas, Cemig e doadores de acervos históricos. Arquivos pessoais e projetos de memória empresarial foram destaques


A Memória da Eletricidade, instituição de pesquisa e disseminação da história da energia elétrica no Brasil, realizou no dia 25 de setembro, no Centro Cultural Light, no Rio de Janeiro, a 3ª edição do Prêmio Mario Bhering de Preservação de Memória. A premiação, que tem o objetivo de estimular ações de resgate e valorização da história do setor elétrico, reconheceu dois projetos empresariais de conservação do patrimônio histórico e homenageou três doadores que contribuíram para a composição do acervo da Memória da Eletricidade.

Na categoria “Iniciativas de Preservação do Setor”, Eletrobras Furnas foi premiada pelo projeto “Memória Furnas”, que deu início a ações de resgate da história da empresa, por meio da identificação, avaliação e reunião do patrimônio documental disperso por empreendimentos nas cinco regiões do país. Segunda premiada, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) foi responsável pelo projeto de reabertura do Museu Marmelos Zero, que completou 130 anos em 2019 e guarda a história da primeira hidrelétrica de grande porte da América do Sul, localizada em Juiz de Fora (MG).

“O valor de iniciativas de gestão da memória empresarial ultrapassa as companhias e seus benefícios na contribuição para a identidade e imagem corporativa. A sociedade como um todo ganha quando múltiplas versões e aspectos da história são preservados. Por isso, a importância de reconhecer empresas que possuem projetos com essa preocupação”, afirmou Augusto Rodrigues, presidente da Memória da Eletricidade.

Na categoria de premiação individual, José Antônio Muniz Lopes, presidente da Eletrobras entre 2008 e 2011, Paulo Azevedo Romano, primeiro diretor do Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica, e Rodrigo Lopes (In memoriam), engenheiro e filho do ex-ministro da fazenda Lucas Lopes, foram homenageados por suas doações ao acervo histórico da Memória da Eletricidade, que reúne e disponibiliza ao público aproximadamente 38 mil documentos históricos e 17 mil imagens sobre o processo de implantação e desenvolvimento da indústria da eletricidade brasileira.

“Os homenageados deste ano são emblemáticos. O José Antônio Muniz Lopes, em sua doação mais recente, entregou uma documentação completamente digital, alinhada à discussão sobre a preservação de acervos digitais proposta para o Preserva.ME. O engenheiro Paulo Romano, além da sua grande contribuição ao acervo, participou, este ano, do nosso Programa de História Oral, registrando sua expressiva atuação no setor elétrico brasileiro. Já a doação de Rodrigo Lopes foi extremamente significativa para a composição do acervo da instituição sobre seu pai, o engenheiro e político Lucas Lopes, que teve um papel fundamental no governo de Juscelino Kubitschek, durante a década de 1950. A iniciativa de doação do Rodrigo representa o cuidado da família em dar uma destinação útil a esse rico material acumulado”, avaliou Amanda Carvalho, que trabalha há cinco anos com o acervo histórico da Memória da Eletricidade e assumiu recentemente a Gerência de Acervo e Pesquisa.

Rayssa Dias