Preserva.Me 2017 enaltece boas práticas e alerta para redução de verbas para memória empresarial

Postado em 28/09/2017
Rayssa Dias

Jornalista pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), possui cursos e experiência profissional em comunicação empresarial, nos segmentos de produção de conteúdo e assessoria de imprensa. Na Memória da Eletricidade é responsável por intermediar o relacionamento da instituição com a mídia, cobrir eventos, planejar e desenvolver conteúdos.

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A Memória da Eletricidade realizou, nos dias 27 e 28 de setembro, a terceira edição do Encontro Nacional sobre Preservação de Memória no Setor de Energia Elétrica – Preserva.ME 2017. O evento, que aconteceu no Centro Cultural Light, no Rio de Janeiro, reuniu profissionais responsáveis pela guarda de acervos institucionais e foi encerrado com a entrega da primeira edição do Prêmio Mario Bhering de Preservação de Memória, destinado a empresas que mantêm boas práticas na preservação de memória no setor elétrico brasileiro.

Renato Diniz, presidente do Conselho de Administração da Fundação Energia e Saneamento, e Leila Lobo, gerente de Acervo e Pesquisa.

O presidente da Memória, Augusto Rodrigues, ressaltou a importância do Preserva.Me para o intercâmbio de conhecimentos entre os profissionais do setor, assim como a criação do Prêmio. “Reconhecer iniciativas de preservação de empresas do setor elétrico, que não só realizaram, mas também inspiraram outras instituições a trilhar este caminho, é fundamental para manter e multiplicar essas práticas. Por isso, entendemos que criar o Prêmio Mario Bhering é um estímulo e uma necessidade neste momento”, avaliou o executivo.

Nas nove apresentações do Preserva.ME, o ponto em comum foram os relatos dos desafios ligados à diminuição de orçamento e pessoal. Verônica Mattos, chefe do Centro Cultural CEEE Érico Veríssimo, responsável pelo Museu da Eletricidade do Rio Grande do Sul, um dos vencedores do Prêmio Mario Bhering, foi um dos palestrantes que citou o problema. “Fomos de um grupo de 13 pessoas para um de três, em 2016, com as mesmas tarefas e responsabilidades. E ainda tivemos uma redução no orçamento. Não houve saída, tivemos que rever o nosso modelo de sustentabilidade, tendo sempre em vista que fechar não era uma opção pela relevância do serviço cultural que prestamos”, relatou Verônica.

1º Prêmio Mario Bhering de Preservação de Memória

A partir da esquerda: Ronald Freitas, diretor de comunicação da Light; Silvana Vitorassi, gerente do depto. de proteção ambiental de Itaipu; Augusto Rodrigues, presidente da Memória da Eletricidade; Verônica Mattos, chefe do Centro Cultural CEEE Érico Veríssimo; Maria Lúcia Amaral Penna, sobrinha do homenageado Leo Amaral Penna; Cesar Rabelo Cotrim, homenageado; e Wilson Ferreira Jr., presidente da Eletrobras. Foto: Marcus Almeida | Somafoto

Nesta edição do Preserva.Me, o Prêmio Mario Bhering de Preservação de Memória integrou a programação do segundo dia do evento. Itaipu, pelos 30 anos do Ecomuseu; o Grupo CEEE, pelos 40 anos do Museu da Eletricidade; e a Light, pelas múltiplas iniciativas de preservação histórica e educação, receberam as premiações empresariais. Também foram homenageados os primeiros doadores de acervo da Memória da Eletricidade, César Rabello Cotrim e Léo Amaral Penna. O presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Jr, que entregou o Prêmio à Light, ressaltou a importância da história. “Não há perspectiva de crescimento seguro e coerente sem o conhecimento e a reflexão sobre o passado”, afirmou.

Rayssa Dias

Jornalista pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), possui cursos e experiência profissional em comunicação empresarial, nos segmentos de produção de conteúdo e assessoria de imprensa. Na Memória da Eletricidade é responsável por intermediar o relacionamento da instituição com a mídia, cobrir eventos, planejar e desenvolver conteúdos.