Ao completar 34 anos, a Memória da Eletricidade assume o desafio de promover a atualização dos profissionais do setor

Postado em 13/10/2020
Augusto Rodrigues

Sociólogo, formado pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. Foi diretor de Recursos Humanos e diretor de Comunicação da CPFL Energia. Liderou a criação do Espaço Cultural CPFL, hoje Instituto CPFL, tendo sido fundador e diretor de programação do “Café Filosófico CPFL”, programa semanal da TV Cultura, de 2003 a 2014. Desde 2017, Augusto Rodrigues preside o Centro da Memória da Eletricidade, entidade cultural instituída pela Centrais Elétricas Brasileiras S.A. - Eletrobras, até o momento.

Foi Diretor de Recursos Humanos, na Companhia Paulista de Força e Luz - CPFL Energia, responsável pelo projeto de democratização das relações de trabalho, durante a passagem do regime militar para a Nova República, entre 1982 e 1986. Foi também responsável pela Diretoria de Gestão de Mudanças, entre os anos de 1995 e 1998, quando coordenou o Projeto de Modernização Empresarial da CPFL, cujo objetivo foi preparar o corpo de profissionais da empresa para as mudanças exigidas pela transição para o novo mundo desregulamentado. Após a privatização da empresa, reassumiu a Diretoria de Recursos Humanos, com o objetivo de liderar o processo de ajuste interno da organização. Antes disso, foi convidado para assumir a Diretoria de Recursos Humanos do Banco do Estado de São Paulo – Banespa e, depois, a sua Vice-Presidência de Administração, tendo assumido também, durante o ano de 1994, a Diretoria Executiva da FDE – Fundação para o Desenvolvimento da Educação, empresa ligada à Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, quando pode conciliar a atividade empresarial com os temas da cultura e da educação.

Em 2000, depois de uma série de aquisições e da criação de novas empresas, o que culminou na fundação da Holding CPFL Energia, Augusto Rodrigues assumiu a Diretoria de Comunicação Empresarial e Relações Institucionais da CPFL, com o objetivo de criar uma marca forte, reconhecida nacionalmente. Nessa última posição, foi responsável pelas atribuições relacionadas com a Gestão do Branding, do Marketing, da Propaganda e da Publicidade, das Relações Institucionais, do Gerenciamento das Reclamações dos clientes, através da Ouvidoria CPFL, da Comunicação com a Imprensa, da Comunicação Interna, dos Programas de Responsabilidade Social, de suas Políticas de Sustentabilidade e do Desenvolvimento e da Gestão da Ética nas empresas CPFL. Em 2003, buscando alinhar a necessidade de manutenção de uma marca empresarial forte com a exigência de ajudar os clientes das empresas a melhor entenderem o mundo contemporâneo, ele liderou a criação do Espaço Cultural CPFL, hoje Instituto CPFL, cuja produção, desde 2005, tem sido transformada em programas de TV, veiculados na grade regular da TV Cultura, em dois programas semanais, o Café Filosófico e a Invenção do Contemporâneo. Nestes 13 anos de existência, foram produzidos quase 5.000 atividades presenciais, acompanhadas por quase 700.000 frequentadores, cujos programas de TV são assistidos por um milhão de telespectadores por mês. Recebeu, por quatro vezes, o Prêmio Personalidade do Ano em Comunicação, da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial – Aberje, em 2003, 2007, 2009 e 2012.

Participou, como integrante do Programa Planeta Sustentável, das últimas seis Conferências sobre o Clima, promovidos pela ONU. Foi, durante anos, membro da diretoria do Comitê Brasileiro do Global Compact, da ONU, e integrante do Conselho Consultivo do Instituto Ethos, sendo, atualmente, membro do Conselho da Orquestra Sinfônica de São Paulo – OSESP. Desde agosto de 2016, é o Presidente do Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta, órgão de direção da TV Cultura e da Rádio Cultura, emissoras públicas do Estado de São Paulo. Em agosto de 2017, Augusto Rodrigues assumiu a Presidência do Centro da Memória da Eletricidade no Brasil - Memória da Eletricidade, entidade cultural instituída por iniciativa da Eletrobras e mantida por empresas e órgãos do setor de energia elétrica brasileiro, cujo objetivo é preservar a história e a cultura da indústria da eletricidade em nosso país.


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Trolleybus movido a energia elétrica circula pelas ruas do Rio de Janeiro (Acervo Light)

Vivemos hoje uma época de mudanças rápidas e profundas. As novas tecnologias da informação, a transformação digital, estão alterando a maneira como nos relacionamos uns com os outros e com o mundo. A era da informação nos traz desafios, obrigando pessoas e instituições a se atualizarem, numa busca constante por conhecimento. Preservar, conhecer e entender o passado é parte fundamental desse processo. A Memória da Eletricidade completa 34 anos neste 2020 com um novo site e o propósito de ser, cada vez mais, uma linha de transmissão entre passado, presente e futuro.

A Memória da Eletricidade se constrói e evolui sobre três pilares interligados: Gestão da Memória, Gestão da Informação e Gestão do Conhecimento. A Gestão da Memória compreende a preservação da história das empresas. Todo o passado das instituições – e não só as do setor elétrico – organizado e recontado, de maneira que o saber dos profissionais não se perca de uma geração para outra. A Gestão da Informação consiste na organização documental das empresas e instituições, garantindo que as informações sejam preservadas e compartilhadas para sua aplicação no presente. A Gestão do Conhecimento é o repositório de saberes e técnicas que são gerados e acumulados nas empresas de forma a serem compartilhados. 


Num presente em que há uma sensação de perplexidade em vários setores da sociedade, o tema do conhecimento entrou na pauta de todos nós, no mundo inteiro. As novas tecnologias e a quantidade de informação que circula pelos vários meios vêm tendo um impacto imenso no mercado de trabalho. Os profissionais necessitam de atualização permanente. Além disso, aumenta a cada dia a demanda por especialistas nexialistas, isto é, que criam nexo entre várias disciplinas. Assistimos a um sucateamento da informação de tal ordem, que a questão da curadoria se coloca de forma obrigatória.

Treinamento e desenvolvimento de profissionais do setor elétrico

Por tudo isso, uma das nossas missões principais é disponibilizar e promover programas de capacitação dos profissionais do setor elétrico. O que estamos querendo propor ao mercado nacional é que a Memória da Eletricidade seja, em parceria com outras instituições e empresas, uma agência de desenvolvimento profissional. Estamos desenvolvendo um programa de treinamento e atualização dedicado aos profissionais do setor elétrico. Já formatamos mais de três dezenas de cursos, que, em breve, estarão disponíveis no nosso site e em outras plataformas digitais. Na Memória da Eletricidade, engenheiros, financistas, gestores e outros trabalhadores da indústria de energia terão acesso a um conteúdo de qualidade, desenvolvido especialmente para sua atualização profissional. Preserva.Me, Preserva.Me Live, #MemóriaDaPandemia, #PaposDeEnergia, #Comunicação&Memória e #PaposDeMemória, nossos eventos, presenciais ou on-line, são plataformas importantes de difusão do conhecimento e promoção de debates sobre temas relativos ao setor elétrico e à sociedade.

Na área de gestão de acervos bibliográficos do setor elétrico, temos um desafio monstruoso, na medida em que, inicialmente, entramos para cuidar apenas da nossa própria biblioteca, mas agora estamos assumindo também as de outras empresas e instituições. Paralelamente, estamos construindo uma plataforma digital, em que estarão disponíveis revistas e artigos do mundo inteiro, começando por aqueles do setor elétrico. Nossa intenção é fazer essa biblioteca chegar aos engenheiros, aos financistas e a outros profissionais da área. Esse material será distribuído por uma newsletter da Memória da Eletricidade. Estamos falando de transformar uma biblioteca passiva – aquela onde o interessado vai pesquisar – numa biblioteca ativa, isto é, uma coleção que viaja por meios digitais e chega até o interessado. Essa nova plataforma complementa e dialoga com nosso site e com o acervo de livros.

Digitalização do Acervo e Programa de História Oral

O nosso Acervo vem sendo digitalizado e disponibilizado gratuitamente no nosso novo site. Utilizamos nossa própria plataforma, o Shiro, para arquivar, catalogar e indexar os itens documentais. São livros, imagens, registros sonoros e documentos corporativos, acessíveis a pesquisadores e ao público em geral. Trata-se de um esforço contínuo, que demanda cuidado e método. Da mesma forma, o nosso Programa de História Oral está registrando depoimentos de profissionais e personalidades do setor elétrico, de forma a fazer o conhecimento chegar às novas gerações.

Dois mil e vinte entrará para os livros de história como um ano ímpar, em que a transformação, além de vital, foi inevitável. Como disse o historiador israelense Yuval Harari: "Em 15 dias aprendemos a fazer aquilo que não tínhamos aprendido em 15 anos". Nós, da Memória da Eletricidade, também tivemos que nos adaptar. Havíamos formatado uma série de programas de treinamento presenciais, porém, com a pandemia, adaptamos o conteúdo e o formato para transmissão on-line e criamos uma série de lives e webinars, em que discutimos os desafios do setor elétrico e outros temas importantes para a sociedade, como comunicação, memória, mercado de trabalho e gestão, arte e cultura. Também discutimos os efeitos da pandemia sobre a sociedade

O conteúdo de hoje se torna a memória de amanhã

Cuidar da memória do setor elétrico foi um grande desafio lá atrás. Nosso primeiro presidente foi o guru do setor elétrico, Mario Bhering. Contar a história do setor não é fácil. Mas nós nos especializamos nisso. A Memória da Eletricidade contou a trajetória de Furnas, Chesf, Cepel, Eletronorte, Itaipu, Eletronuclear, Eletrosul e Eletrobras. Olhar para trás, ver o passado e contar a história é o nosso destino.

O que mudou? Passamos a fazer as duas coisas: o estudo do passado e o estudo do presente. Por isso, a partir de agora, assumimos a gestão do conhecimento dos profissionais, por meio de treinamento e desenvolvimento. Estamos, assim, agregando camadas aos temas, fantásticos, da história, da memória e do passado. Estamos disponibilizando a memória e o passado a serviço do entendimento do presente. É uma forma de ajudar as pessoas a entender o presente e prever, enfrentar e construir o futuro. O conteúdo de hoje se torna a memória de amanhã.

Augusto Rodrigues

Sociólogo, formado pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. Foi diretor de Recursos Humanos e diretor de Comunicação da CPFL Energia. Liderou a criação do Espaço Cultural CPFL, hoje Instituto CPFL, tendo sido fundador e diretor de programação do “Café Filosófico CPFL”, programa semanal da TV Cultura, de 2003 a 2014. Desde 2017, Augusto Rodrigues preside o Centro da Memória da Eletricidade, entidade cultural instituída pela Centrais Elétricas Brasileiras S.A. - Eletrobras, até o momento.

Foi Diretor de Recursos Humanos, na Companhia Paulista de Força e Luz - CPFL Energia, responsável pelo projeto de democratização das relações de trabalho, durante a passagem do regime militar para a Nova República, entre 1982 e 1986. Foi também responsável pela Diretoria de Gestão de Mudanças, entre os anos de 1995 e 1998, quando coordenou o Projeto de Modernização Empresarial da CPFL, cujo objetivo foi preparar o corpo de profissionais da empresa para as mudanças exigidas pela transição para o novo mundo desregulamentado. Após a privatização da empresa, reassumiu a Diretoria de Recursos Humanos, com o objetivo de liderar o processo de ajuste interno da organização. Antes disso, foi convidado para assumir a Diretoria de Recursos Humanos do Banco do Estado de São Paulo – Banespa e, depois, a sua Vice-Presidência de Administração, tendo assumido também, durante o ano de 1994, a Diretoria Executiva da FDE – Fundação para o Desenvolvimento da Educação, empresa ligada à Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, quando pode conciliar a atividade empresarial com os temas da cultura e da educação.

Em 2000, depois de uma série de aquisições e da criação de novas empresas, o que culminou na fundação da Holding CPFL Energia, Augusto Rodrigues assumiu a Diretoria de Comunicação Empresarial e Relações Institucionais da CPFL, com o objetivo de criar uma marca forte, reconhecida nacionalmente. Nessa última posição, foi responsável pelas atribuições relacionadas com a Gestão do Branding, do Marketing, da Propaganda e da Publicidade, das Relações Institucionais, do Gerenciamento das Reclamações dos clientes, através da Ouvidoria CPFL, da Comunicação com a Imprensa, da Comunicação Interna, dos Programas de Responsabilidade Social, de suas Políticas de Sustentabilidade e do Desenvolvimento e da Gestão da Ética nas empresas CPFL. Em 2003, buscando alinhar a necessidade de manutenção de uma marca empresarial forte com a exigência de ajudar os clientes das empresas a melhor entenderem o mundo contemporâneo, ele liderou a criação do Espaço Cultural CPFL, hoje Instituto CPFL, cuja produção, desde 2005, tem sido transformada em programas de TV, veiculados na grade regular da TV Cultura, em dois programas semanais, o Café Filosófico e a Invenção do Contemporâneo. Nestes 13 anos de existência, foram produzidos quase 5.000 atividades presenciais, acompanhadas por quase 700.000 frequentadores, cujos programas de TV são assistidos por um milhão de telespectadores por mês. Recebeu, por quatro vezes, o Prêmio Personalidade do Ano em Comunicação, da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial – Aberje, em 2003, 2007, 2009 e 2012.

Participou, como integrante do Programa Planeta Sustentável, das últimas seis Conferências sobre o Clima, promovidos pela ONU. Foi, durante anos, membro da diretoria do Comitê Brasileiro do Global Compact, da ONU, e integrante do Conselho Consultivo do Instituto Ethos, sendo, atualmente, membro do Conselho da Orquestra Sinfônica de São Paulo – OSESP. Desde agosto de 2016, é o Presidente do Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta, órgão de direção da TV Cultura e da Rádio Cultura, emissoras públicas do Estado de São Paulo. Em agosto de 2017, Augusto Rodrigues assumiu a Presidência do Centro da Memória da Eletricidade no Brasil - Memória da Eletricidade, entidade cultural instituída por iniciativa da Eletrobras e mantida por empresas e órgãos do setor de energia elétrica brasileiro, cujo objetivo é preservar a história e a cultura da indústria da eletricidade em nosso país.