Alessandro Volta


 

Alessandro Giuseppe Antonio Anastásio Volta

Cientista autodidata italiano que se consagrou ao construir a primeira pilha elétrica.

18/02/1745   05/03/1827

Alessandro Giuseppe Antonio Anastásio Volta nasceu na cidade de Como, no norte da Itália, região que, na época, era controlada pela Áustria. Filho mais novo de Filippo Volta, que havia sido jesuíta, Alessandro viu todos os seus seis irmãos e irmãs tornarem-se religiosos e, em consequência, a doutrina da Igreja foi parte importante de sua formação. Aos 7 anos, depois do falecimento de seu pai, Volta foi morar com um tio, também religioso, que assumiu sua educação e o matriculou no colégio jesuíta local, onde sua agilidade mental logo chamou a atenção dos professores. Em 1765, já com 20 anos, Volta e um amigo, o cônego Giulio Cesare Gattoni, arrendaram uma propriedade onde instalaram o primeiro para-raios da cidade, um laboratório científico e um museu, com coleções de história natural. Lá, Volta, que era autodidata, concluiu seu primeiro estudo sobre como obter eletricidade através do atrito e projetou uma máquina para aproveitar as propriedades elétricas da seda. Em 1769, ele publicou uma dissertação na qual reinterpretava a teoria de Benjamin Franklin e desenvolvia o conceito de que toda a matéria possui um fluido elétrico em equilíbrio, que poderia ser liberado se esse equilíbrio fosse quebrado por atrito ou por pressão. Em 1774, Volta foi contratado como professor de física em uma escola de ensino médio de Como e, no ano seguinte, inventou a eletróforo, um dispositivo que podia acumular e manter permanentemente eletricidade estática. Em 1778, Volta isolou o gás metano, o que lhe rendeu ótima reputação no meio científico e apoio para uma viagem oficial, oferecida pelo governo austríaco, para os principais centros de ensino da Europa. Em 1779, aos 34 anos, assumiu a cátedra de física da Universidade de Pavia, onde continuou com suas pesquisas e inventou outros dispositivos que envolviam eletricidade estática. Em 1791, Volta foi nomeado membro e recebeu a medalha de Copley da Royal Society de Londres. Sua invenção mais importante surgiu em 1800 quando, após estudar as anotações de Luigi Galvani sobre os movimentos agitados de uma rã morta, Volta demonstrou que a origem da corrente elétrica descoberta por Galvani não estava na rã em si, mas sim no contato dos seus nervos com metais, num meio ionizado. Para provar sua teoria, Volta empilhou discos de cobre e de zinco separados por discos menores de flanela e cartões embebidos em água salgada e ácido sulfúrico e construiu a primeira pilha química, fonte de uma corrente elétrica contínua. Seu invento foi apresentado no dia 20 de março daquele ano para os outros membros da Royal Society e, em 1801, a convite de Napoleão, foi a Paris para fazer uma demonstração de suas pesquisas. Em Paris, recebeu do imperador a medalha da Légion d'Honneur e foi feito senador do reino da Lombardia. Embora suas principais pesquisas tenham sido no campo da eletricidade, Volta também desenvolveu trabalhos importantes sobre a fabricação industrial de vacinas e de amianto, meteorologia e pneumática. A unidade de tensão, ou de força eletromotriz, volt foi assim nomeada em sua honra.





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