Privatização e reformas (1992-2010)

2000

Lançamento do Programa Prioritário de Termelétricas (PPT), em fevereiro, pelo governo federal, visando à implantação de diversas usinas a gás natural no país.
Leilão de privatização da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe), em fevereiro, vencido pelo consórcio Guaraniana, composto sob a liderança do grupo espanhol Iberdrola com a participação do Banco do Brasil Investimentos (BBI) e da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ). Mais tarde, a Guaraniana S.A. adotou a denominação Neoenergia.
Reservatório da Usina Hidrelétrica Ita, no rio Uruguai, entre os municípios de Aratiba (RS) e Ita (SC). S/d.Acervo Tractebel Energia

Entrada em operação da Usina Hidrelétrica Itá, localizada no rio Uruguai, na divisa dos municípios de Aratiba (RS) e Itá (SC). Iniciada pela Centrais Elétricas do Sul do Brasil S.A. (Eletrosul), a construção da usina foi levada a termo pela Centrais Geradoras do Sul do Brasil S.A. (Gerasul), em parceria com a Itá Energética S.A. (Itasa), consórcio formado pela empresas Odebrecht, Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e Cimentos Itambé. Antes da inauguração da usina, a Gerasul consolidou sua liderança no consórcio responsável pela implantação e exploração de Itá, adquirindo a participação acionária do grupo Odebrecht. A empresa passou a controlar 69% do empreendimento,com direito à parcela equivalente da energia gerada. Em março de 2001, a usina atingiu a capacidade de 1.450 MW. Em 2002, a Gerasul passou à denominação Tractebel Energia S.A.


Vertedouro da Usina Hidrelétrica Ita, no rio Uruguai, entre os municípios de Aratiba (RS) e Ita (SC). S/d. Acervo Tractebel Energia





Privatização da Companhia Energética do Maranhão (Cemar), em junho. Sem enfrentar concorrentes, a empresa norte-americana Pennsylvania Power and Light (PPL) adquiriu a distribuidora. Em 2002, a Cemar sofreu intervenção da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e em 2004 foi adquirida pelo grupo nacional GP Investimentos. Em 2006, o controle acionário da empresa passou para a Equatorial Energia.

Leilão de desestatização da Sociedade Anônima de Eletrificação da Paraíba (Saelpa), em novembro. O controle da distribuidora paraibana foi arrematado pela Empresa Energética do Sergipe (Energipe), adquirida em 1997 pela Companhia Força e Luz Cataguazes-Leopoldina (CFLCL). A aquisição da Saelpa, um ano depois da compra da Companhia Energética da Borborema (Celb), assegurou à CFLCL o controle das duas distribuidoras de energia elétrica atuantes na Paraíba.

A Centrais Elétricas do Norte do Brasil (Eletronorte) celebra acordo de cooperação com a Centrais Elétricas Brasileiras S.A. (Eletrobras) para a complementação dos estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental do complexo hidrelétrico de Belo Monte, no rio Xingu. O primeiro estudo sobre o aproveitamento de Belo Monte, concluído em 1989, apontou a viabilidade de uma usina com potência superior a 11 mil MW, a cerca de 40 quilômetros a jusante da cidade de Altamira, prevendo a formação de reservatório com 1.225 quilômetros quadrados e a inundação da área indígena Paquiçamba, o que despertou a oposição de comunidades indígenas e grupos ambientalistas. A retomada dos estudos sobre Belo Monte levou em conta alternativa de menor impacto ambiental, com redução significativa da área do reservatório e a não inundação de terras indígenas.




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