A Procura de Conforto


Até 1889, quando o inventor iugoslavo Nikola Tesla inventou um pequeno motor elétrico, quase todos os aparelhos criados para facilitar o trabalho doméstico possuíam manivelas e pedais que exigiam muita paciência e força de quem os utilizava.

Os motores de Tesla revolucionaram nossa maneira de vestir e de comer, além de serem responsáveis pela economia de tempo e de esforço nas tarefas do lar. A maioria dos eletrodomésticos com motores elétricos, como a batedeira elétrica, o aspirador de pó e o ventilador, surgiu nos Estados Unidos entre 1890 e 1910, mas só chegou ao Brasil tempos depois. A geladeira, por exemplo, começou a ser fabricada por aqui apenas no final da década de 1940.

A eletrificação das casas provocou grandes mudanças não só na alimentação e nos hábitos de higiene e limpeza, mas também na maneira de nos comunicarmos e de nos divertirmos. O rádio, por exemplo, foi inventado pelo italiano Guglielmo Marconi em 1894, e se tornou sinônimo de luxo e conforto, pois quem possuía um podia ouvir as notícias e novidades na sala de estar.

A primeira transmissão de rádio no Brasil aconteceu em 1922, quando aparelhos instalados no morro do Corcovado, no Rio de Janeiro (RJ), transmitiram as palavras do presidente da República Epitácio Pessoa e a ópera O Guarani, de Carlos Gomes, diretamente do Teatro Municipal.

Estação rádio-telefônica instalada no Morro do Corcovado, cidade do Rio de Janeiro (RJ). 1922. Acervo Light Serviços de Eletricidade S.A.

O gramofone surgiu na mesma época, permitindo a reprodução e gravação e o grande desenvolvimento da indústria fonográfica. O fonógrafo havia sido inventado por Thomas Alva Edison em 1877, e o alemão Emil Berliner levou dez anos para melhorar a reprodução do som do aparelho, que era feita por cilindros de cera que se desgastavam muito rápido. Foram as melhorias de Berliner que transformaram o fonógrafo em gramofone, em 1887.

Foi também em 1887 que Etienne Marey inventou a primeira câmara filmadora. A partir de então, cientistas de todo o mundo passaram a experimentar maneiras diferentes de gravar e transmitir imagens em movimento até que, em 1895, os irmãos franceses Auguste e Louis Lumière construíram uma máquina que conseguia gravar em sequência uma série de imagens e depois projetá-las da mesma maneira. O chamado cinematógrafo foi aperfeiçoado com o decorrer dos anos, ganhando som e cor.

No Rio de Janeiro, os cariocas assistiram à inauguração do primeiro cinematógrafo brasileiro em 1897. O Lumière recebeu o nome em homenagem aos seus inventores. Alguns anos depois, em 1907, foi inaugurado na cidade o Grande Cinematógrafo Parisiense, primeiro estabelecimento projetado para funcionar como sala de cinema, quando já havia fornecimento regular de energia elétrica. São Paulo (SP) construiu sua primeira sala de exibição, o Bijou Salão, no mesmo ano.

Em 1924, o escocês John Logie Baird apresentou em Londres, na Inglaterra, o primeiro sistema de transmissão de imagens eficiente. A televisão de Baird era feita com uma caixa, uma tina, agulhas de tricô e uma lâmpada e foi consequência de uma revolução tecnológica que teve início quando o russo Wladimir Zworykin inventou o tubo de raios catódicos, em 1920.

No Brasil, a primeira emissora de televisão foi inaugurada na década de 1950. A TV Tupi Difusora de São Paulo, fundada por Assis Chateaubriand, foi também a primeira da América Latina.

J. Silvestre em transmissão ao vivo do programa O céu é o limite da TV Tupi. 1959. Acervo Fundação Biblioteca Nacional





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