Privatização e reformas (1992-2010)

1998

Criação da Elektro Eletricidade e Serviços (Elektro) como subsidiária da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) e transferência para a nova empresa dos ativos vinculados às atividades de distribuição da Cesp em mais de duzentos municípios paulistas e cinco cidades no Mato Grosso do Sul. A Elektro foi leiloada em 16 de julho do mesmo ano, passando, em 2001, ao grupo espanhol Iberdrola.
Leilão de privatização, em 2 de abril, da Companhia Energética do Ceará (Coelce), com proposta vencedora do Consórcio Distriluz, formado pela empresa chilena Enersis, pela espanhola Empresa Nacional de Electricidad S.A. (Endesa) e pela Companhia de Eletricidade do Estado do Rio de Janeiro (Cerj). Em 2016, a Coelce adotou a marca de seu novo acionista controlador, a multinacional italiana Enel, recebendo a denominação Enel Distribuição Ceará.
Leilão de privatização, em 16 de abril, da Eletropaulo Metropolitana – Eletricidade de São Paulo S.A. empresa distribuidora de energia elétrica na cidade de São Paulo e em mais 23 municípios. Criada a partir da cisão da Eletropaulo – Eletricidade de São Paulo S.A., a empresa foi adquirida pela Lightgás Ltda, subsidiária da Light Serviços de Eletricidade S.A., concessionária atuante no Rio de Janeiro, controlada, a partir de sua privatização em 1996, pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e pelas multinacionais Électricité de France (EDF), American Energy System (AES) e Houston Industries Energy Inc.
Criação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e do Mercado Atacadista de Energia (MAE) pela Lei nº 9.648, promulgada em 27 de maio. O ONS foi constituído como entidade de direito privado, sem fins lucrativos, tendo como membros associados os agentes de geração, transmissão e distribuição, além de consumidores livres e importadores e exportadores de energia elétrica e, como membros participantes, o Ministério de Minas e Energia (MME), os Conselhos de Consumidores, geradores não despachados centralizadamente e pequenos distribuidores. O Mercado Atacadista de Energia Elétrica (MAE) foi instituído como como o ambiente onde se realizariam as transações de compra e venda de energia elétrica nos sistemas interligados, incluindo as atividades de contabilização dessas transações e liquidação das diferenças entre os valores contratados e verificados por medição. Regulamentada pelo Decreto nº 2.655, de 2 de junho, a Lei nº 9.648 determinou a separação entre as atividades de geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia elétrica. O funcionamento do ONS como órgão de coordenação e controle da operação das instalações de geração e transmissão no Sistema Interligado Nacional (SIN) foi autorizado pela Resolução nº 351, de 11 de novembro, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Escavação da galeria de drenagem da Usina Hidrelétrica Serra da Mesa, no rio Tocantins, município de Minaçu (GO). S/d. Acervo Furnas

Entrada em operação da Usina Hidrelétrica Serra da Mesa, localizada no rio Tocantins, no município de Minaçu (GO). A usina foi primeiro grande empreendimento de Furnas Centrais Elétricas S.A a contar com a participação do capital privado. Iniciada em 1984, sua construção foi garantida pela parceria com a Serra da Mesa Energia S.A. (Semesa), empresa controlada pelo consórcio VBC Energia, pertencente aos grupos Votorantim, Bradesco e Camargo Corrêa. Conta com três unidades geradoras somando 1.275 MW de potência e tem o maior reservatório, em volume de água, do Brasil, totalizando 1.784 km2 de área inundada. Em 2001, a CPFL Geração de Energia S.A., constituída a partir da cisão da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), adquiriu a Semesa, tornando-se detentora de 51,54% do empreendimento..

Obras de construção da Usina Hidrelétrica Serra da Mesa, no rio Tocantins, município de Minaçu (GO). S/d. Acervo Eletrobras







Privatização, em leilão realizado em 9 de julho, da Companhia Energética do Pará (Celpa), arrematada por um consórcio composto pela Empresa de Eletricidade Vale do Paranapanema (EEVP), do grupo Rede, e pela empresa paranaense Inepar Em 2012, a concessionária entrou com um pedido de recuperação judicial, aprovado pela Aneel, sendo adquirida no mesmo ano pela Equatorial Energia.
Leilão de privatização da Centrais Geradoras do Sul do Brasil S.A. – Gerasul. 15 de setembro de 1998. Acervo BVRJ

Leilão de privatização, em 15 de setembro, da Centrais Geradoras do Sul do Brasil S.A. (Gerasul), adquirida pela empresa belga Tractebel. Somando 3.700 MW de capacidade instalada, a Gerasul, posteriormente denominada Tractebel Energia S.A., foi a primeira geradora de grande porte privatizada no país. Controlada pela holding Societé Générale de Belgique, a Tractebel iniciou suas atividades no Brasil em março do mesmo ano, quando adquiriu a concessão para a construção e exploração da Usina Hidrelétrica Cana Brava. Localizada no rio Tocantins, entre os municípios de Minaçu, Cavalcante e Colinas do Sul, no estado de Goiás, a usina de Cana Brava entrou em operação em 2002.
Privatização, em leilão realizado em 17 de setembro, da Empresa Bandeirante de Energia S.A. (EBE), arrematada pelo consórcio formado pela Eletricidade de Portugal (EDP) e pela Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL). Com a venda da EBE, foi concluído o processo de privatização das empresas de distribuição de energia elétrica do estado de São Paulo. Em agosto de 2001, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou a cisão da EBE em duas concessionárias distintas e independentes: a Bandeirante Energia, controlada pela EDP, e a Companhia Piratininga de Força e Luz, sob o controle do grupo CPFL.




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