Políticas de governo e empresas públicas (1948-1963)

1956

Criação, pelo Departamento de Águas e Energia do Estado de São Paulo (DAE-SP), da Comissão de Desenvolvimento Econômico do Vale do Paraíba. A Comissão apresentou ao Conselho Nacional de Águas e Energia Elétrica (CNAEE) plano de regularização do rio, com a previsão da construção dos reservatórios de Paraitinga, Paraibuna, Santa Branca, Jaguari, Buquira, Funil, Turvo e Caraguatatuba.
Usina Hidrelétrica Mascarenhas, no rio Doce, entre os municípios de Baixo Guandu (ES) e Aimorés (MG). S/d. Acervo Escelsa

Criação, pela Lei Estadual nº 832, de 4 de agosto, da Centrais Elétricas Matogrossenses S.A. (Cemat), constituída em 1958. Com a formação do estado do Mato Grosso do Sul e por determinação do Decreto Estadual nº 10, de 1º de janeiro de 1979, ocorreu a cisão da Cemat, da qual se originou a Empresa Energética de Mato Grosso do Sul S.A. (Enersul). A Cemat abriu seu capital em 1994 e, entre 1996 e 1997, foi administrada pelo governo do estado e pela Centrais Elétricas Brasileiras S.A. (Eletrobras), com a interveniência do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Em 1997, foi adquirida pelo consórcio Vale do Paranapanema, formado pelo grupo Rede e pela Inepar Energia.
Assinatura de contrato entre o governo do estado do Amapá e a firma Techint, objetivando a construção da Usina Hidrelétrica Coaracy Nunes. Presentes o governador do Amapá, Janari Nunes, e outras autoridades. 1960. Acervo CEA

Fundação, em 30 de junho, da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), a mais antiga concessionária pública estadual da Região Norte, com base na Lei nº 2.740, de 2 de março, que autorizou o então território do Amapá a organizar a empresa. Encarregada de construir e operar os sistemas de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica do território, a empresa inaugurou, ainda em 1956, três usinas termelétricas no município de Macapá – Santa Maria do Macacoari, Carmo do Macacoari e Pedra Branca – e deu início aos estudos para a construção da usina hidrelétrica Coaracy Nunes. A usina, também conhecida como Paredão, aproveitaria o potencial do rio Araguari, na cachoeira do Paredão. Em 1974, o empreendimento passou à responsabilidade da Centrais Elétricas do Norte do Brasil S.A. (Eletronorte), entrando em operação no ano seguinte.

Obras de construção do vertedouro da Usina Hidrelétrica Coaracy Nunes, no rio Araguari, entre os municípios de Amapá (AP) e Macapá (AP). 1965.





Constituição, em 6 de setembro, da Espírito Santo Centrais Elétricas S.A. (Escelsa), com a incumbência de implementar o Plano de Eletrificação do Estado do Espírito Santo, notadamente a construção da Usina Hidrelétrica Rio Bonito, inaugurada em 1959. Em seguida, a empresa levou a cabo, entre outros empreendimentos, a Usina Hidrelétrica Suíça, em 1965 e, oito anos depois, a Usina Hidrelétrica Mascarenhas, cujo projeto e primeira etapa da construção foram de responsabilidade da Companhia Central Brasileira de Energia Elétrica (CCBFE), empresa incorporada pela Escelsa em 1968. A Escelsa foi incluída no Programa Nacional de Desestatização (PND) em 1992, tornando-se a primeira concessionária de energia elétrica a ser privatizada, em leilão realizado em julho de 1995 na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. Foi adquirida pelo consórcio formado pela Iven S.A. (Banco Pactual, Banco Icatu, Citybank e Opportunity) e GTD Participações (reunindo 11 fundos de pensão). Em 1999, a EDP Eletricidade de Portugal S.A. adquiriu 73,12% do capital acionário da Iven S.A.




Membros Instituidores e Mantenedores:

ABCE CEMIG LIGHT ITAIPU BINACIONAL ELETROBRAS

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