Lâmpadas a vapor de mercúrio


Durante toda a segunda metade do século XIX, cientistas e engenheiros tentaram desenvolver técnicas de iluminação com o objetivo de substituir a lâmpada incandescente inventada por Thomas Alva Edison. A maioria buscava minimizar o calor e melhorar a luminosidade obtida com a técnica de Edison e quase todas as tentativas se resumiam a lançar uma descarga elétrica através de gases que, durante o processo, emitiam luz.

Neste período, várias espécies de lâmpadas, que posteriormente ficaram conhecidas como lâmpadas de descarga ou lâmpadas fluorescentes, foram fabricadas, mas nenhuma fez tanto sucesso como as lâmpadas a vapor de mercúrio, criadas pelo engenheiro eletricista norte-americano Peter Cooper Hewitt em 1901.

Hewitt descobriu que o vapor de mercúrio, ao ser atingido por uma descarga elétrica, emitia raios ultravioleta (raios UV). Normalmente, os raios UV não podem ser vistos pelo olho humano, mas Hewitt descobriu também que, ao serem absorvidos e refletidos pelo fósforo, esses raios se tornavam visíveis e geravam luminosidade.

Com isso em mente, o engenheiro resolveu fazer uma nova lâmpada cujo bulbo de vidro, além de conter vapor de mercúrio, era revestido, na parte interna, por uma camada de pó de fósforo. Para seu espanto, a lâmpada funcionou perfeitamente: o fósforo absorvia e refletia os raios ultravioleta emitidos pelo vapor de mercúrio, proporcionando uma intensa luz branco-azulada.

Apesar de as lâmpadas a vapor de mercúrio levarem de 2 a 15 minutos para estabilizar seu fluxo luminoso, logo elas se mostraram mais eficientes que as lâmpadas incandescentes, pois sua fabricação era barata e elas duravam mais tempo. O sucesso foi tão grande que, naquele mesmo ano de 1901, o engenheiro se associou ao empresário George Westinghouse para produzi-las em grande escala.

As primeiras lâmpadas fluorescentes foram utilizadas apenas para a iluminação interna de fábricas e laboratórios, mas assim que as vantagens foram ficando evidentes, elas passaram a ser utilizadas também na iluminação das ruas e parques de quase todas as cidades norte-americanas.

CURIOSIDADE
Você sabia que, apesar de terem sido inventadas no início do século XX, as lâmpadas de descarga, ou fluorescentes, só começaram a ser fabricadas no Brasil em 1942, pela General Electric? Apesar disso, as primeiras vias públicas brasileiras a serem iluminadas com a nova tecnologia contaram com lâmpadas importadas, como as luminárias inglesas que foram instaladas em dez quilômetros da avenida Brasil, no Rio de Janeiro (RJ), no ano de 1949. A nova iluminação da avenida tinha como objetivo diminuir o número de acidentes e atropelamentos.





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