Consolidação e crise do modelo estatal (1964-1990)

1968

Início das obras de construção da Pequena Central Hidrelétrica Rio Vermelho, no rio Vermelho, município de Vilhena (RO). S/d. Acervo Ceron.

Criação, pela Lei nº 5.523, de 4 de novembro, da Centrais Elétricas de Rondônia S.A. (Ceron), instalada no ano seguinte como empresa de economia mista, sob controle acionário do governo do então território de Rondônia, com o objetivo de gerar, transmitir e distribuir energia elétrica para a capital Porto Velho e o município de Guajará-Mirim. Sucessora do Serviço de Abastecimento de Água, Luz e Força do Território de Rondônia (SAALFT), a Ceron incorporou até o início da década de 1980 os serviços de eletricidade dos demais municípios de Rondônia. Em 1982, com a transformação do Território Federal de Rondônia em Estado de Rondônia, passou ao controle acionário do governo estadual. A partir de 1990, com a entrada em operação da segunda unidade geradora da Usina Hidrelétrica Samuel, da Centrais Elétricas do Norte do Brasil S.A. (Eletronorte), a Ceron investiu na expansão de seu sistema de transmissão. Em 1997, passou a integrar o grupo de empresas distribuidoras federalizadas sob controle das Centrais Elétricas Brasileiras S.A. (Eletrobras). Em julho de 2016, a Eletrobras decidiu não renovar as concessões da Ceron e demais distribuidoras federalizadas dos estados do Acre, Amazonas, Roraima, Alagoas e Piauí. Além disso, foi aprovada a venda do controle acionário destas empresas.

Pequena Central Hidrelétrica Rio Vermelho, no rio Vermelho, município de Vilhena (RO). S/d. Acervo Ceron








Criação, pela nº 5.523, de 4 de novembro, da Centrais Elétricas de Roraima S.A. (CER), constituída em abril do ano seguinte, com a finalidade de atuar nas áreas de geração, transmissão e distribuição no então território de Roraima. Em 1989, com a elevação de Roraima à condição de estado, os serviços de energia elétrica na capital Boa Vista foram encampados pela Centrais Elétricas do Norte do Brasil S.A. (Eletronorte). No ano seguinte, a empresa mudou sua denominação para Companhia Energética de Roraima (CERR). Em 2013, a companhia passou a ser administrada por meio de gestão compartilhada entre as Centrais Elétricas Brasileiras S.A. (Eletrobras) e o governo do estado.
Vista parcial das obras de construção da Usina Hidrelétrica Salto Osório, no rio Iguaçu, entre os municípios de Quedas do Iguaçu e São Jorge D'Oeste (PR). Janeiro de 1974. Acervo Eletrosul

Constituição, em 23 de dezembro, da Centrais Elétricas do Sul do Brasil S.A. (Eletrosul), autorizada a funcionar pela Decreto nº 64.395, de 23 de abril de 1969, como subsidiária da Centrais Elétricas Brasileiras S.A. (Eletrobras), atuando, inicialmente, nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Incorporou a Termelétrica de Charqueadas S.A. (Termochar) em 1971, e a Termelétrica de Alegrete S.A. (Termoale) e a Sociedade Termelétrica de Capivari S.A. (Sotelca) em 1972. Entre outros empreendimentos, levou a cabo a construção das usinas hidrelétricas Salto Osório, e Salto Santiago, inauguradas em 1975 e 1980, respectivamente, bem como a ampliação do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, em 1973 e 1974. Em 1980, a área de atuação da empresa passou a abarcar também o estado do Mato Grosso do Sul. Em 1995, a Eletrosul foi incluída no Programa Nacional de Desestatização (PND) e, dois anos depois, sua cisão deu origem a Centrais Geradoras do Sul do Brasil S.A. (Gerasul), adquirida em 1998, em leilão de privatização, pela Tractebel. A atuação da Eletrosul foi limitada ao segmento de transmissão e razão social alterada para Empresa Transmissora de Energia Elétrica do Sul do Brasil S.A. (Eletrosul). Em 2004, a empresa foi retirada do PND e autorizada a retomar as atividades de geração pela Lei nº 10.848, de 15 de março, assumindo a nova denominação Eletrosul Centrais Elétricas S.A. (Eletrosul).

Explanação sobre as obras de construção da Usina Hidrelétrica Salto Santiago. Presentes o presidente da República, Ernesto Geisel; o ministro das Minas e Energia, Shigeaki Ueki; o ministro da Educação e Cultura, Ney Braga; e o presidente da Centrais Elétricas Brasileiras S.A. – Eletrobras, Antônio Carlos Magalhães. 1978. Tempo: 1'47". Coleção Agência Nacional – Acervo Arquivo Nacional
Criação da Companhia de Eletricidade de Brasília (CEB) pela Lei nº 4.545, de 10 de dezembro. Autorizada a funcionar pelo Decreto nº 64.880, de 28 de julho de 1969, a CEB substituiu o Departamento de Força e Luz da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), responsável pelo atendimento de parcela da demanda do Distrito Federal. Em 1992, adotou a à denominação de Companhia Energética de Brasília (CEB). Nos anos seguintes, passou a atuar também no segmento de geração e na distribuição de gás canalizado. Em 2006, como resultado de reestruturação societária, as concessões da empresa foram distribuídas entre a CEB Distribuição S.A., a CEB Geração S.A. e a CEB Participações S.A. (CEB-Par).
O presidente da República, Artur da Costa e Silva, na cerimônia de inauguração da Usina Termelétrica Santa Cruz, instalada em área então pertencente ao estado da Guanabara do Rio de Janeiro. 11 de maio de 1968. Acervo Furnas.

Entrada em operação da Usina Termelétrica Santa Cruz, localizada no bairro de mesmo nome, no Rio de Janeiro (RJ). A construção da usina foi iniciada em 1961 pela Companhia Hidrelétrica do Vale do Paraíba (Chevap) e concluída por Furnas Centrais Elétricas S.A. Com duas unidades geradoras de 82.000 kW de potência unitária, era a maior termelétrica do país na época de sua inauguração.

Usina Termelétrica de Santa Cruz, no município do estado do Rio de Janeiro (RJ). S/d. Acervo Furnas










Criação, pelo Decreto nº 63.952, de 31 de dezembro, do Comitê Coordenador de Estudos Energéticos da Amazônia (Eneram). Subordinado ao Ministério das Minas e Energia (MME) e sob a gestão executiva da Centrais Elétricas Brasileiras S.A. (Eletrobras), o Comitê tinha a finalidade de supervisionar os estudos hidroenergéticos na região Amazônica. O relatório final do Eneram, apresentado em 1972, revelou a existência de um imenso potencial hidráulico na região, principalmente, nos rios Tocantins e Xingu.




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