Consolidação e crise do modelo estatal (1964-1990)

1966

Autorização para funcionamento, pelo Decreto nº 59.851, de 23 de dezembro, da Centrais Elétricas de São Paulo S.A. (Cesp), constituída a partir da fusão de empresas estaduais constituídas na década de 1950 e no início dos anos 1960, como a Usinas Elétricas do Paranapanema S.A. (Uselpa), a Companhia Hidrelétrica do Rio Pardo (Cherp), a Centrais Elétricas do Urubupungá S.A. (Celusa), a Bandeirantes de Eletricidade S.A. (Belsa) e a Companhia Melhoramentos do Paraibuna (Comepa). Como empresa de economia mista, tinha no governo do Estado de São Paulo seu maior acionista e suas atividades incluíam o planejamento, a produção, a comercialização e a distribuição de energia elétrica no estado. Dois anos depois, passou à denominação de Companhia Energética de São Paulo (Cesp). Em 1983, o governo do estado de São Paulo criou o Conselho Estadual de Energia e unificou administrativamente a Cesp, a Eletropaulo – Eletricidade de São Paulo S.A. (Eletropaulo) e a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL). Em 1996, foi dado início ao processo de implementação do Programa Estadual de Desestatização (PED). Em 1997, a CPFL, sob controle da Cesp desde 1975, foi privatizada. Em 1998, foi constituída a Elektro – Eletricidade e Serviços (Elektro) como subsidiária da Cesp na área de distribuição, sendo privatizada no mesmo ano. Em 1999, a Cesp sofreu cisão parcial, originando as subsidiárias Companhia de Geração de Energia Elétrica Paranapanema (CGEEP) e Companhia de Geração de Energia Elétrica Tietê (CGEET), privatizadas no mesmo ano, e a Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP), privatizada em 2006. Em 2001, o governo do Estado de São Paulo adiou por tempo indeterminado a desestatização da Cesp, que continuou operando as usinas hidrelétricas Ilha Solteira, Porto Primavera e Jupiá, no rio Paraná, Três Irmãos, no rio Tietê, e Paraibuna e Jaguari, no rio Paraíba do Sul.
Início dos estudos do potencial hidráulico da Região Sul, sob a supervisão do Comitê Coordenador de Estudos Energéticos da Região Sul (Enersul). O Comitê contou com a ajuda financeira da Organização das Nações Unidas (ONU) e com a participação do mesmo grupo de consultores canadenses e americanos que atuou no Comitê Coordenador dos Estudos Energéticos da Região Centro-Sul. Os estudos finalizados em 1969 foram baseados em previsões do mercado de energia elétrica até 1980 e consideraram também as reservas carboníferas da região e os problemas decorrentes da conversão de freqüência.
Criação, pela Lei Municipal nº 61/66, de 8 de setembro, da Companhia de Eletricidade da Borborema (Celb), empresa de economia mista, controlada pela prefeitura de Campina Grande (PB), que sucedeu o Departamento Autônomo de Serviços Elétricos (Dasel) e tinha como objetivos principais a construção e a operação de sistemas de distribuição de energia elétrica. A partir de 1970, sua área de concessão passou a incluir os municípios de Lagoa Seca, Queimadas, Massaranduba, Boa Vista e Fagundes. Em 1997, sua razão social foi alterada para Companhia Energética da Borborema (Celb). Dois anos depois, foi adquirida em leilão público pelo Sistema Cataguazes-Leopoldina.




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