Ferro de passar


Primeiro ferro de passar elétrico. Acervo Museu de Ciências de Londres

Antes da popularização do algodão, no século XVIII, os chineses já utilizavam uma panela de latão cheia de brasas para esticar seus tecidos. Foi com base nessa técnica que os ocidentais, com o objetivo de conferir melhor aparência às roupas usadas na época, inventaram os primeiros apetrechos portáteis de passar.

Chamados de ferros de engomar por serem feitos de ferro fundido ou bronze, esses aparelhos possuíam uma cavidade onde era possível acomodar pequenos pedaços de carvão em brasa. O carvão aquecia a chapa de metal e, assim, era possível passar camisas e calças. Entretanto, além do processo de aquecimento e acondicionamento das brasas ser demorado e trabalhoso, o carvão e o ferro frequentemente sujavam as roupas.

Assim, em 1882, logo após o advento da eletricidade, Henry W. Seely, inventor americano que morava na cidade de Nova York, desenvolveu o primeiro ferro de passar roupas elétrico. Seu aparelho substituiu as brasas por uma resistência à base de carbono, que produzia calor suficiente para esquentar a chapa de metal.

Embora eficiente, os usuários do ferro de passar de Seely tinham dificuldade para controlar sua temperatura, o que provocava queimaduras e estragava alguns tecidos. O problema só foi resolvido definitivamente quando, no início da década de 1930, um pequeno termostato giratório foi incluído no aparelho.

CURIOSIDADE
Você sabia que os apetrechos de engomar feitos de ferro fundido e aquecidos internamente por brasas de carvão foram fabricados até a década de 1960 e alguns são utilizados até os dias atuais? Esse tipo de ferro, inventado no século XVIII, pode ser visto não só no Brasil, mas também em várias partes do mundo, onde ainda não há distribuição de eletricidade. Especialmente em áreas rurais, onde as roupas são lavadas à mão na beira dos rios, encontramos não só ferros de engomar antigos, mas também fogões à lenha.





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