Primeiras Experiências


Durante a última metade do século XIX, a rápida urbanização das cidades, a necessidade de melhoria nos serviços públicos e o aumento das atividades industriais impulsionaram as primeiras experiências no campo da energia elétrica, que aconteceram aqui no Brasil ao mesmo tempo em que ocorriam nos Estados Unidos e Europa.

O Imperador D. Pedro II conhecera a energia elétrica na Filadélfia em 1876 e, encantado com a novidade, autorizou Thomas Alva Edison a trazer para o Brasil os aparelhos que ele havia inventado. Assim, em 1879, deu-se a primeira demonstração pública da lâmpada elétrica em terras brasileiras: inaugurou-se na cidade do Rio de Janeiro (RJ) a iluminação elétrica da Estação Central da Estrada de Ferro D. Pedro II (atual Estrada de Ferro Central do Brasil). 

Desenho do laboratório onde Thomas Edison fez suas primeiras experiências com energia elétrica. S/d. Acervo Hulton Archive


Dois anos depois, em 1881, a diretoria dos Correios e Telégrafos instalou 16 lâmpadas do mesmo tipo no Campo da Aclamação, atual Praça da República, também no Rio de Janeiro. Em dezembro desse mesmo ano, o espaço da Exposição Industrial no prédio do Ministério da Viação, na atual Praça XV, foi iluminado por sessenta lâmpadas da Edison Electric Co.

Primeira lâmpada de Thomas Edison. S/d. Acervo Ente Nazionale per L'energia Elettrica

Em junho de 1883, D. Pedro II inaugurou o primeiro serviço de iluminação pública municipal da América do Sul que contava com energia elétrica, em Campos (RJ). Esse serviço dispôs originalmente de um pequeno motor a vapor, três dínamos e 39 lâmpadas, mas funcionou com algumas interrupções, motivadas por defeitos na rede distribuidora.

Primeiro poste elétrico da cidade de Campos dos Goitacazes (RJ). S/d. Acervo Centro de Memória Fotográfica de Campos

Porto Alegre (RS) foi a primeira capital brasileira a ter um serviço público de iluminação elétrica a partir da energia gerada por uma usina térmica da Companhia Fiat Lux, inaugurada em 1887.

No mesmo ano, foi criada, no Rio de Janeiro, a Companhia de Força e Luz, que, devido a sérios problemas financeiros, foi extinta no ano seguinte. Enquanto funcionou, a companhia manteve cerca de cem lâmpadas elétricas para a iluminação de várias ruas do centro da cidade e de algumas poucas residências.

Empreendimento semelhante foi registrado na cidade de São Paulo (SP), em 1889, depois da instalação da usina termelétrica Água Branca. Destinada inicialmente ao serviço de abastecimento de água, a usina forneceu energia elétrica para iluminação pública e particular no bairro de Água Branca durante 11 anos.





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