Benjamin Franklin 


Benjamin Franklin

Tipógrafo, ensaísta, líder cívico, cientista, estadista, diplomata e herói da independência norte-americana que descobriu inúmeras propriedades da eletricidade.

17/01/1706  17/04/1790

De origem humilde, Benjamin Franklin nasceu em Boston, em 1706, numa família numerosa de 17 irmãos e, aos 10 anos, foi retirado da escola para trabalhar com o pai na fabricação de sabão e velas de sebo, gastando todos os trocados que ganhava em livros. Em 1719, a família decidiu que Franklin deveria mudar de ramo e o colocou para trabalhar como aprendiz na gráfica de seu irmão James. Em 1723, quando tinha apenas 17 anos, Franklin ganhou sua liberdade e mudou-se para a Filadélfia, onde arranjou emprego de impressor e onde, nas horas de folga, estudava letras, ciências, francês, latim e tocava diversos instrumentos. Em 1730, conseguiu construir sua própria gráfica, fundou o jornal The Pennsylvania Gazette, mais tarde Saturday Evening Post e, em 1733, com o pseudônimo Richard Saunders, editou o Poor Richard's Almanac, coletânea de anedotas e provérbios populares. O sucesso de seu trabalho foi prontamente reconhecido e o tornou famoso. Durante toda a década de 1730, Franklin também atuou na vida pública, fundando a primeira biblioteca circulante dos Estados Unidos, o corpo de bombeiros da Filadélfia e o Colégio e Academia da Filadélfia, que mais tarde se transformou na Universidade da Pensilvânia. Na década de 1740, depois de tornar-se editor da revista General Magazine, Franklin resolveu deixar seus negócios por conta de seu sócio na gráfica, David Hall, e passou a se dedicar somente aos afazeres cívicos, à vida pública e à ciência experimental, especialmente ao estudo da eletricidade. Organizou um clube de leituras e debates que deu origem à Sociedade Americana de Filosofia e ajudou a fundar o hospital do estado. Em 1748, Franklin conseguiu o seu primeiro importante resultado científico analisando uma garrafa que acumulava eletricidade, concebida pelo professor holandês da Universidade de Leyden, Pieter van Musschenbroek (1692-1761). A garrafa de Leyden, como é conhecida, é um tipo primitivo de condensador ou capacitor, com o qual Franklin descobriu os dois “estados da eletricidade”, que depois batizou de cargas positiva e negativa, termos utilizados até os dias atuais. Durante a década de 1750, Franklin alcançou lugar de destaque no mundo científico publicando artigos nos mais importantes periódicos do ramo e recebendo graduações honorárias das universidades de Harvard e de Yale, além de diversas distinções, entre elas a medalha Copley da Royal Society de Londres. Seu primeiro livro de sucesso, Experiments and observations on electricity, foi editado em 1751 e obteve grande repercussão. Neste mesmo ano, Franklin foi eleito vereador da Filadélfia, membro da Assembleia da Pensilvânia e diretor dos correios para as colônias britânicas da América do Norte. Um ano depois, em 1752, Franklin passou a estudar a capacidade dos corpos para atrair ou repelir eletricidade e resolveu fazer uma experiência inédita, em Marly, França. Colocou uma longa haste pontiaguda ao longo de um edifício, certo de que a haste poderia atrair o “fogo elétrico” das nuvens e conduzi-lo diretamente para a terra. Para provar sua teoria, Franklin mandou um de seus empregados segurar uma barra de cera pela qual passava um fio de arame que ligava a haste ao chão. O raio veio, passou pela haste e pelo fio, e o homem não se machucou, protegido pela barra de cera e por um estrado limpo e seco que funcionaram como isolantes. Foi assim que Franklin inventou o primeiro para-raios. Neste mesmo ano, ele realizou outra experiência que se tornou famosa no mundo inteiro, tentando provar a eletrificação das nuvens. Empinando uma pipa durante uma tempestade, Franklin comprovou que os raios são descargas elétricas que podem ser captadas e conduzidas através de fios, passando a advertir seus leitores de que morros altos, árvores, torres, mastros e chaminés poderiam atrair descargas elétricas. Em 1760, em seus estudos paralelos sobre óptica, Franklin inventou os óculos bifocais. Em 1775, retornou à Filadélfia, convencido de que a guerra pela independência dos Estados Unidos era iminente. Um ano depois, designado delegado no II Congresso Continental, Franklin fez parte, com Thomas Jefferson e Samuel Adams, do comitê que redigiu a Declaração de Independênciaamericana. Em seguida, partiu para a França, como embaixador e em busca de ajuda, assinou o tratado de aliança entre os dois países e um outro tratado de paz com a Grã-Bretanha. De volta à Filadélfia em 1785, foi recebido como herói e eleito presidente da Pensilvânia. Além de ter sido um dos delegados da convenção que elaborou a constituição americana, Franklin tentou em vão abolir a escravatura. Seu livro mais conhecido é uma autobiografia publicada postumamente em 1791. Franklin é homenageado por seus compatriotas com a impressão de seu rosto na cédula de US$ 100 (cem dólares).





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