Privatização e reformas (1992-2010)

2008

Promulgação da Lei nº 11.561, em abril, conferindo à Eletrobras e suas empresas controladas a possibilidade de participação majoritária nos consórcios para disputa em leilões de concessão de projetos de geração e linhas de transmissão. Até então, a participação das empresas do grupo Eletrobras em tais consórcios estava limitada a 49%. A mesma lei abriu as portas para a atuação internacional da holding federal, levando em conta sua expertise em projetos de geração hidrelétrica e transmissão de energia.
Leilão da Usina Hidrelétrica Jirau, promovido em maio pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O direito de exploração de Jirau foi arrematado pelo Consórcio Energia Sustentável do Brasil (CESB), liderado pela multinacional GDF Suez, com a participação da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), da Eletrosul Centrais Elétricas S.A. (Eletrosul) e da Construtora Camargo Corrêa. Integrante do Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira, em Porto Velho (RO), a usina entrou em operação comercial em 2013 e foi concluída três anos depois. Jirau conta com 50 unidades geradoras, somando 3.750 MW de potência instalada. A composição acionária da Energia Sustentável do Brasil (ESBR), concessionária da usina, sofreu mudanças em decorrência da saída da Camargo Corrêa e do ingresso da empresa japonesa Mitsui. Em 2016, a ESBR tinha como acionistas a Engie (40%), nova denominação da GDF Suez, Eletrosul e Chesf (ambas com 20%) e Mizha Participações S.A. (20%), subsidiária da Mitsui.
Realização, em agosto, de Leilão de Reserva, primeiro certame regulado para constituir uma reserva estrutural para o sistema elétrico. Foi também o primeiro leilão envolvendo exclusivamente biomassa no setor de energia elétrica brasileiro.
Inauguração, em setembro, do Parque Eólico de Beberibe, primeiro empreendimento eólico do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa) a entrar em funcionamento no Ceará. Localizado na Praia das Fontes, em Beberibe, o parque conta com 32 turbinas de 800 kW, somando 25,6 MW de capacidade instalada.
Inauguração oficial, em novembro, da segunda casa de força da Usina Hidrelétrica Tucuruí. Com o acréscimo de 11 unidades geradoras, colocadas em operação a partir de 2003, a hidrelétrica atingiu a capacidade final de 8.370MW. Novos circuitos de 500 kV foram implantados para reforçar o sistema de transmissão associado à Tucuruí e à interligação Norte-Nordeste.
Leilão das linhas de transmissão do Complexo do Rio Madeira, promovido em novembro pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O certame negociou o direito de construção, operação e manutenção das instalações de transmissão destinadas à conexão das usinas de Santo Antônio e Jirau, em Porto Velho (RO), com o Sistema Interligado Nacional (SIN), até Araraquara (SP). Foram arrematados 2.375 quilômetros de linhas e subestações, divididos em sete lotes. Os concorrentes puderam optar pela tecnologia a ser usada, vencendo a de corrente contínua, então presente no país apenas no sistema de transmissão associado à Usina Hidrelétrica Itaipu.
Incorporação da Companhia Energética do Amazonas (CEAM), empresa pública estadual atuante no interior do Amazonas, pela Manaus Energia S.A. (MESA), empresa federal atuante na capital amazonense. A operação permitiu, no ano seguinte, a criação de uma empresa única para atender todo o estado, denominada Amazonas Distribuidora de Energia, subsidiária da Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobras).




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