Consolidação e crise do modelo estatal (1964-1990)

1984

Usina Hidrelétrica Tucuruí, no rio Tocantins, próxima à cidade de Tucuruí (PA). S/d. Acervo Eletronorte

Entrada em operação da Usina de Tucuruí, maior hidrelétrica nacional e a primeira de grande porte construída na Amazônia. A usina, localizada no rio Tocantins, no município de Tucuruí (PA), teve como antecedentes de sua construção estudos sobre os recursos hídricos dos rios Tocantins e Araguaia, realizados a partir de meados da década de 1960 e sobre os pólos de desenvolvimento de Belém (PA) e Macapá (AP), concluídos em 1972 pelo Comitê Coordenador de Estudos Energéticos da Amazônia (Eneram). A Centrais Elétricas do Norte do Brasil S.A. (Eletronorte), criada em 1973, realizou os estudos de localização, inventário e viabilidade técnica da usina e iniciou sua construção em 1976. A primeira etapa da usina foi concluída com 12 unidades geradoras e duas unidades auxiliares, perfazendo 4.000 MW de potência em 1992. A linha de transmissão entre os municípios de Presidente Dutra (MA) e Boa Esperança (PI) possibilitou a interligação com a Região Nordeste. Os estudos para a segunda etapa da usina foram iniciados em 1987. A previsão de capacidade instalada ao final das obras da segunda etapa é de 7.960 MW, com a entrada em operação de mais 12 unidades.

Visita do presidente da República, Ernesto Geisel, às obras de construção da Usina Hidrelétrica Tucuruí no Pará. Presentes a primeira-dama, Luci Geisel; o ministro das Minas e Energia, Shigeaki Ueki; o ministro dos Transportes, Dirceu Nogueira; e o governador do Estado do Pará, Aluísio Chaves. 1978.Tempo: 1'21" Coleção Agência Nacional – Acervo Arquivo Nacional
Torre do primeiro circuito em 500 kV, da linha de transmissão Norte-Nordeste. S/d. Acervo Eletronorte

Conclusão da primeira parte do sistema de transmissão interligado Norte-Nordeste, permitindo a transferência de energia hidrelétrica da bacia amazônica para a Região Nordeste. O projeto previa a construção de rede de 500 kV, partindo da Usina Hidrelétrica Tucuruí, no rio Tocantins, em direção a Belém (PA) e à Usina Hidrelétrica Sobradinho, localizada no rio São Francisco. A energização desse sistema permitiu a desativação de diversas usinas térmicas de pequeno porte, proporcionando substancial economia em derivados de petróleo importados, além de evitar a continuação de desligamentos e racionamentos que punham em risco importantes complexos industriais, localizados principalmente no estado do Pará.
Usina Hidrelétrica Itaipu, no rio Paraná, entre o Brasil e o Paraguai. S/d. Acervo Itaipu

Entrada em operação da Usina Hidrelétrica de Itaipu, a maior em produção de energia no mundo. Localizada no rio Paraná, no município de Foz do Iguaçu (PR) e em Ciudad Del Este, no Paraguai, foi construída e é operada pela Itaipu Binacional, entidade gerida, em partes iguais, por Brasil e Paraguai. O projeto executivo da usina foi coordenado pelo Consórcio Ieco-Elc e as obras foram iniciadas em 1975, a cargo do Consórcio Unicom-Conempa, formado pelas empresas brasileiras Companhia Brasileira de Projetos e Obras (CBPO), Construção e Comércio Camargo Corrêa S.A., Construtora Andrade Gutierrez S.A., Construtora Mendes Júnior S.A. e Cetenco Engenharia S.A., e pelas empresas paraguaias Companhia de Obras e Inginieria Civil SRL, Inginieria J. C. Wasmosy Construciones Viales-Civiles-Industriales S.A., Jimenez Goana Lima Inginieros Civiles, Barrail Hermanos S.A. de Construción e Inginieria Civil Hermann Baumann. Os equipamentos eletromecânicos foram fornecidos pelo Consórcio Itaipu Eletromecânico (Ciem), e a montagem eletromecânica foi realizada pelo Consórcio Itamon Ltda. A execução do empreendimento contou com marcos importantes, como a abertura do canal de desvio do rio Paraná, em 1978; a conclusão da barragem e o início da formação do reservatório, em 1982; a entrada em operação da 18ª unidade geradora em 1991, quando a usina atingiu os 12.600 MW de potência previstos no projeto original; e a inauguração de duas novas unidades em 2007, perfazendo o total de 14.000 MW de capacidade instalada.




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