Consolidação e crise do modelo estatal (1964-1990)

1982

Introdução, pelo Plano 2000, elaborado pela Centrais Elétricas Brasileiras S.A. (Eletrobrás), de substanciais alterações no Plano 90, mantendo entretanto sua característica fundamental, isto é, a opção preferencial pela energia hidrelétrica, embora reiterasse a validade e a importância do programa nuclear brasileiro. O plano foi divido em três partes. A primeira contempla a programação das usinas que entrariam em operação até o ano de 1985. A segunda parte diz respeito ao planejamento das usinas e sistemas de transmissão, que estariam operando até 1995. E, na terceira parte, em função dos inventários hidrelétricos já realizados e em execução, estabelece previsão para o programa de obras até o ano 2000, abrangendo inclusive estimativa dos custos de transmissão e, também, das usinas termelétricas convencionais e nucleares a serem instaladas no período. Seu plano de suprimento prevê a utilização de outras fontes energéticas, como o urânio, o carvão mineral, a lenha, o carvão vegetal, a cana e outros resíduos.
Criação, pela Portaria nº 1.617, de 23 de novembro, do Ministério das Minas e Energia (MME), do Grupo Coordenador de Planejamento dos Sistemas Elétricos (GCPS), que já funcionava informalmente desde 1980, agindo nas regiões geoelétricas, com atuação das empresas de âmbito regional controladas pela Centrais Elétricas Brasileiras S.A. (Eletrobrás). O grupo foi constituído por concessionárias regionais e estaduais e por representantes do Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica (Dnaee) e da Secretaria de Planejamento da Presidência da República (Seplan). Sua missão principal era coordenar o planejamento dos sistemas elétricos de todo o país, de modo a racionalizar investimentos pela compatibilização entre os programas de expansão das empresas e as diretrizes do planejamento setorial emanados do governo federal. O GCPS produziu os Planos Decenais de Expansão, primeiro nas áreas de geração e transmissão, incluindo, posteriormente, a distribuição, e também participou da análise e validação das novas metodologias de planejamento desenvolvidas pelas empresas e pelo Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel). Foi sucedido pelo Comitê Coordenador de Planejamento dos Sistemas Elétricos (CCPE).




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