Consolidação e crise do modelo estatal (1964-1990)

1981

Vista do edifício Alexandre Mackenzie, no centro de São Paulo, por ocasião da instalação da Eletropaulo – Eletricidade de São Paulo. 23 de março de 1981. Acervo FPHESP

Decreto Estadual nº 85.839, de 24 de março, autoriza o funcionamento da Eletropaulo – Eletricidade de São Paulo S.A. (Eletropaulo), empresa criada pelo governo de São Paulo a partir da incorporação do sistema paulista da Light Serviços de Eletricidade S.A. (Light). A Eletropaulo assumiu a concessão dos serviços de distribuição de energia elétrica em municípios da Grande São Paulo, da Baixada Santista e do Vale do Paraíba. Em 1983, o governo do estado de São Paulo criou o Conselho Estadual de Energia e unificou administrativamente a Eletropaulo, a Companhia Energética de São Paulo (Cesp) e a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL). Em 1997, a Eletropaulo foi reestruturada, em conformidade com o programa de desestatização do governo estadual, dando origem à Eletropaulo Metropolitana – Eletricidade de São Paulo S.A., à Empresa Bandeirante de Energia S.A. (EBE), à Empresa Paulista de Transmissão de Energia Elétrica S.A. (EPTE) e à Empresa Metropolitana de Águas e Energia S.A. (Emae) Em 15 de abril de 1998, a Eletropaulo Metropolitana foi privatizada, em leilão decidido pela oferta de um único licitante: a Lightgás, subsidiária integral da Light Serviços de Eletricidade, composta pela estatal francesa Electricité de France, pelas empresas norte-americanas AES Corporation e Houston Industries Energy e pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Em 2001, a concessionária passou ao controle da AES.
Entrada em operação do sistema de transmissão interligado Norte-Nordeste, permitindo de imediato o suprimento de energia à região Norte, principalmente à cidade de Belém (PA), produzida pela Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf). A interligação Norte-Nordeste foi composta por 1.770 km de linhas de 500 kV implantadas desde a usina de Sobradinho (BA) até a subestação Vila do Conde (PA), passando pela subestações São João (PI), Boa Esperança (PI), Presidente Dutra (MA), Imperatriz (MA), Marabá (PA) e a usina de Tucuruí, na época ainda em construção. A energização desse sistema permitiu a desativação de diversas usinas térmicas de pequeno porte, proporcionando substancial economia em derivados de petróleo importados, além de evitar a continuação de desligamentos e racionamentos que punham em risco importantes complexos industriais, localizados principalmente no estado do Pará.




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