19/06/2017

Para o novo presidente, sustentabilidade financeira é o maior desafio da Memória

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O novo presidente da Memória da Eletricidade, Augusto Rodrigues, empossado no dia 7 de junho, não tem dúvidas de qual o maior desafio que enfrentará à frente da instituição: a sustentabilidade financeira. Ele também não tem ilusões de que será fácil vencê-lo. Para ultrapassá-lo defende uma maior interlocução com a sociedade e criatividade na procura de novos caminhos para a Memória.

Embora enfatize que ainda não teve tempo de aprofundar-se na situação da instituição, o que se dedicará a fazer nas próximas semanas, Augusto Rodrigues sabe que o cenário será desafiador. A situação do Brasil em nada ajuda a obtenção de recursos, especialmente para organizações culturais como a Memória, que ainda apresenta, na visão de Rodrigues, uma vulnerabilidade a mais: a excessiva dependência da Eletrobras.

“A grave crise pela qual passa o Brasil, com certeza, exigirá que ampliemos progressivamente as fontes de receita, reduzindo a extrema dependência de nossa mantenedora principal. A memória do setor e a reflexão sobre o presente e o futuro da energia elétrica no Brasil é um desafio que deve ser compartilhado e enfrentado por todas as instituições do setor elétrico. Não podemos depender somente da participação da Eletrobras. Este é um risco que não devemos manter”, afirmou o novo presidente da Memória.

Para tornar-se menos dependente da Eletrobras, Augusto Rodrigues acredita que a Memória precisará desenvolver produtos que possam ser apresentados como contrapartida para empresas, a  fim de que estas, enxergando no trabalho da instituição a possiblidade de agregar  valor às suas marcas, se tornem contribuintes ou mantenham – ou mesmo ampliem - suas contribuições, no caso de já serem mantenedoras.

“Os posicionamentos dos integrantes de nosso Conselho de Administração, quando tomei posse, foram suficientemente claros. Quais contrapartidas o Centro de Memória da Eletricidade pode oferecer às empresas do setor? É disso que se trata. Só contrapartidas justificam as contribuições empresariais. Os nossos conselheiros nos alertaram: não nos visitem com as mãos abanando”, lembrou Rodrigues.

O momento difícil, porém, na opinião do novo presidente da Memória, pode ser propício para a instituição repensar-se e reinventar-se, pois exige estas atitudes não só da organização que passou a presidir, mas de todas as outras, de qualquer segmento.

“Essa crise não é somente uma crise econômica, política e ética.  É uma crise estrutural, uma crise da civilização, decorrente da emergência de novas tecnologias de informação e comunicação, que se alinham com o aparecimento de novos sistemas de energia. Assim, nós devemos buscar o entendimento do passado com a busca de conhecimento do presente, trazer a história para ajudar as pessoas a entenderem um momento tão carregado de turbulência, indefinição, desorientação e mal-estar. Podemos usar o passado para entender o presente. Usar as informações sobre a história da energia elétrica para apoiar o conhecimento dos problemas e os desafios de nosso mundo contemporâneo”, definiu Rodrigues.

Na foto: Augusto Rodrigues (à esquerda) com o presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Junior.

Foto de Jorge Coelho/Eletrobras.






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