Políticas de governo e empresas públicas (1948-1963)

1963

Obras de construção do vertedouro da Usina Hidrelétrica Furnas, no rio Grande, entre os municípios de Alpinópolis (MG) e São João Batista do Glória (MG). S/d. Acervo Furnas

Entrada em operação da Usina Hidrelétrica Furnas, de Furnas – Centrais Elétricas S.A., a maior usina do Brasil à época e a primeira a possuir barragem de enrocamento de grande porte, com 127 metros de altura máxima e 550 metros de comprimento de crista. Localizada no rio Grande, entre os municípios de Alpinópolis (MG) e São João Batista do Glória (MG), a usina contava, inicialmente, com duas unidades geradoras de 152.000 kW cada. Foi construída, a partir de 1958, pela Central Elétrica de Furnas, especialmente organizada para este fim. Sua instalação teve como objetivos regularizar o curso do rio Grande, criar uma fonte de energia na região Centro-Sul do país e estabelecer um elo de ligação entre os principais sistemas elétricos da região, constituindo o primeiro passo para a formação de um sistema interligado entre os estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.

O presidente Juscelino Kubitschek, visita as obras de construção da UHE Furnas. 1959. Tempo: 1'08". Coleção Agência Nacional – Acervo Arquivo Nacional
Criação, pela Lei Estadual nº 35, de 31 de julho, da Centrais Elétricas do Amazonas S.A. (Celetramazon), como sociedade de economia mista, de capital fechado, para atuação nas áreas de geração, transmissão e distribuição do estado. Em 1983, a empresa teve sua denominação alterada para Companhia Energética do Amazonas (Ceam). Em 2000, a Ceam foi federalizada, com a compra, pela Centrais Elétricas Brasileiras S.A. (Eletrobrás), da totalidade das ações do estado no capital social da empresa.
Organização da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), com base na Lei Estadual nº 4.136, de 13 de setembro de 1961, que autorizara a criação de uma sociedade por ações para realizar os serviços de energia elétrica no estado do Rio Grande do Sul, dando continuidade aos trabalhos desenvolvidos pela Comissão Estadual de Energia Elétrica (CEEE). A CEEE foi constituída como sociedade de economia mista, contando com o governo estadual e a Eletrobrás como acionistas. Incorporou o acervo da Companhia de Energia Elétrica Rio-Grandense (Ceerg), em 1967, e a Companhia Pelotense de Eletricidade, em 1972. Na década de 1970, destacou-se a entrada em operação das usinas hidrelétricas Passo Real e Itaúba, ambas no rio Jacuí, e da térmica Candiota II. Em 1996, a CEEE foi reestruturada, sendo criadas as empresas Companhia de Geração Hídrica de Energia Elétrica, Companhia Transmissora de Energia Elétrica, Companhia Sul-Sudeste de Distribuição de Energia Elétrica, Companhia Centro-Oeste de Distribuição de Energia Elétrica, Companhia Norte-Nordeste de Distribuição de Energia Elétrica e Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE). Em nova reestruturação societária ocorrida em 2006, foram criadas as empresas Companhia de Energia Elétrica Participações (CEEE-Par), Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica (CEEE-GT), Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica (CEEE-D), integrantes do grupo CEEE.
Criação, por determinação do Ministério das Minas e Energia (MME), do Comitê Coordenador de Estudos Energéticos da Região Centro-Sul (posteriormente Sudeste), com o objetivo de coordenar os estudos do Consórcio Canambra, que permitiram a elaboração de importantes análises sobre o setor de energia elétrica, incluindo inventário do potencial hidráulico estimado em 38.000 MW, estudos de mercado e da seqüência de construção das usinas para o período 1964/1974. As conclusões obtidas foram incorporadas à sistemática de planejamento adotada pelo programa de Ação Econômica do Governo (Paeg) (1964-1966) e pelo Programa Estratégico de Desenvolvimento (PED) (1968-1970).
Criação, pela Lei nº 5.184, de 9 de agosto, da Centrais Elétricas Fluminenses S.A. (Celf), com a finalidade de atender aos segmentos do mercado do estado do Rio de Janeiro, não contemplados pela Light – Serviços de Eletricidade S.A. e pela Companhia Brasileira de Energia Elétrica (CBEE), além de coordenar e planejar o setor de energia elétrica fluminense. Atuava como holding, com quatro empresas subsidiárias – a Empresa Fluminense de Energia Elétrica S.A. (EFE), a Central Fluminense de Eletricidade S.A. (Cefe), a Sociedade Anônima Força e Luz Ibero-Americana e a Companhia Norte Fluminense de Eletricidade, que prestavam serviços de geração e distribuição, principalmente, no norte e noroeste do estado. Em 1967, a Celf encampou suas subsidiárias, passando a atuar diretamente na prestação de serviços. Foi incorporada pela Companhia Brasileira de Energia Elétrica (CBEE) em 1979.




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