Capital estrangeiro e grupos privados nacionais (1898-1929)

1912

Como resultado da reestruturação do grupo Light, foi criada em Toronto (Canadá) a holding Brazilian Traction, Light & Power Company Ltd., que unificou as empresas do grupo – a São Paulo Tramway, Light & Power Company Ltd., a Rio de Janeiro Tramway, Light & Power Company Ltd. e a São Paulo Electric Company – responsáveis pela maior parte dos serviços de energia elétrica, bondes e telefonia do eixo Rio-São Paulo, dando início a um forte processo de monopolização do setor de energia elétrica no país.
Inauguração dos serviços de eletricidade na praça João Pessoa, Botucatu (SP). A empresa Força e Luz de Botucatu foi a base para a formação da Companhia Paulista de Força e Luz – CPFL. Fevereiro de 1907. Acervo CPFL

Criação da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), por iniciativa dos engenheiros e capitalistas Manfredo Antonio da Costa e José Balbino de Siqueira. A companhia incorporou a Empresa Força e Luz de Botucatu, de 1905, e absorveu, nos anos posteriores, diversas concessionárias que atendiam a cidades do interior do estado: em 1913, a Empresa Força e Luz de São Manoel e a Companhia Elétrica do Oeste de São Paulo; em 1914, a Empresa Força e Luz Agudos-Pederneiras; e, em 1919, a Empresa de Eletricidade de Bauru. Sua fundação representou uma das primeiras tentativas de criação de um sistema integrado de produção e distribuição de energia elétrica no interior do estado de São Paulo. Em 1927, já pertencente ao grupo Amforp, incorporou a Companhia de Força e Luz de Avanhandava. Absorveu diversas outras empresas nas décadas de 1940 e 1950, até sua federalização em 1964. Em 1975, teve seu controle transferido para a Centrais Elétricas de São Paulo S.A. (Cesp) e, em 1997, foi privatizada.
Criação da Companhia Paulista de Energia Elétrica (CPEE), incorporando a Empresa Força e Luz Santa Alice – constituída em 1906 e sucessora do  Sindicato de Luz Elétrica de São José do Rio Preto, de 1896, e da Companhia Luz Elétrica Rio Pardense, de 1903. Incorporou também a Companhia Força e Luz de Itápolis e Ibitinga, em 1913. Parte dos bens, direitos e privilégios da CPEE deram origem à Companhia Douradense de Eletricidade, vendida à American & Foreign Power Company (Amforp) em 1929. A CPEE adquiriu o controle acionário da Sociedade Anônima de Eletricidade Sul Paulista, posteriormente Companhia Sul Paulista de Energia (CSPE), em 1978, da Companhia Jaguari de Energia (CJE) no ano seguinte, e da Companhia Luz e Força de Mococa (CLFM) em 1997. O grupo CPEE foi adquirido pela CMS Energy Brasil S.A. em 1999.
Criação da Empresa de Eletricidade de Arararaquara, do grupo liderado por Ataliba Vale, Fonseca Rodrigues e Ramos de Azevedo. Atuando nos municípios de Ribeirão Bonito e Rincão, no estado de São Paulo, a empresa adquiriu, posteriormente, o controle acionário da Empresa de Eletricidade São Paulo e Rio, passando a servir também a uma parte do Vale do Paraíba. Foi adquirida pelo grupo Amforp em 1927 e incorporada à Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) em 1947.
Criação da Empresa de Eletricidade de Rio Preto, do grupo capitaneado por Armando de Sales Oliveira e seu sogro, Júlio de Mesquita, diretor do jornal O Estado de São Paulo, com o objetivo de explorar as concessões de energia elétrica nos municípios de Rio Preto, Uchoa, Ibirá e Potirendaba, no estado de São Paulo. Passou ao controle do grupo Amforp em 1928 e, na década de 1940, foi incorporada pela Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL).
 Organização da Sociedade Anônima Central Elétrica Rio Claro, a partir da aquisição, por grupo de empresários paulistas integrado pelo advogado e político Elói de Miranda Chaves e por membros da família Rodrigues Alves, da Central Elétrica Rio Claro, empresa criada em 1900 como sucessora da Companhia Mecânica Industrial Rio Clarense que, desde 1891, assumiu os serviços de iluminação pública no município de Rio Claro (SP). A empresa passou a fornecer luz e força aos municípios paulistas de Rio Claro, Limeira, Araras e Cordeiro. Na década de 1920, incorporou a Empresa Água, Luz e Força de Mogi-Mirim e a Companhia Melhoramentos de Mogi Guaçu S.A., e a Companhia Força e Luz de Jacutinga, nos anos 1940. Em 1965, foi incorporada pela Companhia Hidrelétrica do Rio Pardo (Cherp).
Entrada em operação da primeira usina do estado de Rondônia, a termelétrica Porto Velho, localizada no município de mesmo nome, às margens do rio Madeira. Também denominada Usina de Luz da Ferrovia Madeira-Mamoré, pertenceu, originalmente, à Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, atendendo exclusivamente à ferrovia entre 1908 e 1912. Nesse ano, passou a atender a toda a cidade de Porto Velho, sendo desativada na década de 1940. 
Entrada em operação da primeira usina do estado da Paraíba – a termelétrica Cruz do Peixe – localizada no município de João Pessoa. Construída pela Empresa Tração, Luz e Força, destinava-se à iluminação da cidade, que foi inaugurada com a utilização de 500 lâmpadas, alimentadas por gerador de 420 kVA, acionado por caldeira a vapor. Após algumas interrupções de funcionamento e ampliações, a usina foi desativada.




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