Consolidação e crise do modelo estatal (1964-1990)

1979

Vista aérea da eclusa e da barragem da Usina Hidrelétrica Sobradinho, no rio São Francisco, localizada a aproximadamente 50 km a montante da cidade de Juazeiro (BA) S/d. Acervo Chesf

Entrada em operação da Usina Hidrelétrica Sobradinho, localizada nos municípios de Juazeiro (BA) e Casa Nova (BA). Seu reservatório, com capacidade para armazenar mais de 34 bilhões de metros cúbicos de água, proporcionou a regularização plurianual da vazão do rio São Francisco. As obras de Sobradinho foram iniciadas em 1973 pela Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), a partir de indicação do Comitê Coordenador dos Estudos Energéticos da Região Nordeste (Enenorde). Projetada para operar com seis unidades geradoras de 175.000 kW, a hidrelétrica completou sua capacidade instalada de 1.050 MW em 1982. A construção da barragem implicou o assentamento de cerca de 64.000 pessoas e a reconstrução de quatro cidades – Casa Nova, Remanso, Sento Sé e Pilão Arcado – além de diversos povoados do estado da Bahia.

Desvio das águas do rio São Francisco, a cerca de 50 quilômetros de Juazeiro (BA), com a abertura das 12 comportas da Usina Hidrelétrica Sobradinho. Presentes o vice-presidente da República, Adalberto Pereira dos Santos; o ministro das Minas e Energia, Shigeaki Ueki; e o presidente da Centrais Elétricas Brasileiras S.A. – Eletrobras, Antônio Carlos Magalhães. 12 de julho de 1976. Tempo: 0'49". Coleção Agência Nacional – Acervo Arquivo Nacional

Autorização para funcionamento, pelo Decreto nº 84.124, de 29 de outubro, da Empresa de Energia Elétrica do Mato Grosso do Sul S.A. (Enersul), em decorrência do desmembramento do estado do Mato Grosso e da criação do estado do Mato Grosso do Sul. A Enersul assumiu o lugar da Centrais Elétricas Matogrossenses S.A. (Cemat) como distribuidora de energia à capital Campo Grande e à maioria dos municípios do novo estado. Mudou sua denominação para Empresa Energética de Mato Grosso do Sul (Enersul). Em 1996, o governo estadual firmou parceria com a Centrais Elétricas Brasileiras S.A (Eletrobras) para administração compartilhada da empresa, visando a sua desestatização. Realizado no ano seguinte, o leilão de privatização da Enersul foi vencido pela pela Espírito Santo Centrais Elétricas S.A. (Escelsa). Passou a integrar a holding Energias do Brasil, controlada pela Energias de Portugal (EDP).
Conclusão, pelas Centrais Elétricas Brasileiras S.A. (Eletrobras), do Plano de Atendimento aos Requisitos de Energia Elétrica. O Plano 95, como ficou conhecido, analisou as possibilidades de expansão dos sistemas elétricos de todo o país, propondo um conjunto de medidas para o atendimento do mercado de energia dos sistemas interligados e isolados nos 15 anos seguintes. Fundamentado em conhecimento mais preciso do potencial hidrelétrico brasileiro, o plano levou em conta as diretrizes estabelecidas pelo Ministério das Minas e Energia (MME) quanto à redução do uso de derivados de petróleo para a geração de energia elétrica e ao desenvolvimento prioritário de fontes energéticas renováveis, especialmente as hidrelétricas.
Autorização, pelo Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica (Dnaee), da implantação do Sistema Nacional de Supervisão e Coordenação de Operação (Sinsc), sistema de informações computadorizado concebido com o objetivo de viabilizar a supervisão em tempo real da operação dos sistemas interligados. O projeto Sinsc demandou o desenvolvimento de complexas bases de dados e programas computacionais, a modernização de centros de operação das principais empresas de geração do país e a construção do Centro Nacional de Operação do Sistema (CNOS), da Eletrobras, em Brasília, inaugurado em 1989.




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