Políticas de governo e empresas públicas (1948-1963)

1962

Criação, pelo governo estadual do Piauí, da Centrais Elétricas do Piauí S.A. (Cepisa), com o objetivo de distribuir energia elétrica no estado. Entre 1967 e 1969, a empresa instalou usinas térmicas aguardando a interligação dos municípios do estado com a Usina Hidrelétrica Boa Esperança, em construção pela Cohebe no rio Parnaíba. A inauguração da usina, em 1970, determinou a desativação progressiva das termelétricas. A empresa passou a atuar exclusivamente nas atividades de transmissão e distribuição de energia elétrica, incorporando, em 1973, os bens da Companhia de Eletrificação Rural do Nordeste (Cerne) no estado do Piauí e a Companhia Luz e Força de Parnaíba (CLFP). Em 1976, incorporou o sistema de transmissão em 69 kV da Companhia Hidro Elétrica do São Franscisco (Chesf) no estado. Passou à denominação de Companhia Energética do Piauí (Cepisa) em 1987. No final da década de 1990, tornou-se concessionária federalizada da Centrais Elétricas Brasileiras S.A. (Eletrobrás).
Constituição do Consórcio Canambra, formado por duas firmas de consultoria canadenses - Montreal Engineering e Crippen Engineering - e uma americana - Gibbs and Hill Inc., selecionadas pelo Banco Mundial, em conjunto com autoridades brasileiras. A designação Canambra deu-se em razão dos três países envolvidos - Canadá, Estados Unidos e Brasil. O Consórcio teve como objetivo iniciar amplo estudo sobre o potencial hidráulico e o mercado de energia elétrica na Região Sudeste. Os trabalhos foram realizados com recursos do Banco Mundial e sob a coordenação do Comitê Coordenador dos Estudos Energéticos da Região Centro-Sul, sendo consolidados no Relatório Canambra, de 1966. O resultado foi considerado um dos mais expressivos sobre a questão do planejamento elétrico integrado no Brasil, com estreita colaboração de técnicos de empresas brasileiras de energia elétrica.
Obras de construção da casa de força da Usina Hidrelétrica Três Marias, no rio São Francisco, entre os municípios de Três Marias (MG) e São Gonçalo do Abaeté (MG). S/d. Acervo Cemig

Entrada em operação da Usina Hidrelétrica Três Marias, com nome oficial de Usina Hidrelétrica Bernardo Mascarenhas, pertencente à Centrais Elétricas de Minas Gerais S.A. (Cemig), e sendo responsável pela ampliação da capacidade geradora da empresa em 129.200 kW. Localizada nos municípios de Três Marias e São Gonçalo do Abaeté, no estado de Minas Gerais, a usina, com barragem construída sob modernas técnicas de compactação, foi a primeira a ser utilizada para regularização do rio São Francisco, beneficiando também a Região Nordeste.

Vista aérea das obras de construção da Usina Hidrelétrica Três Marias, no rio São Francisco, entre os municípios de Três Marias (MG) e São Gonçalo do Abaeté (MG). S/d. Acervo Cemig




Criação da Companhia Nordeste de Eletrificação de Fortaleza (Conefor), com participação acionária da União, representada pela Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), do estado do Ceará e do município de Fortaleza. Sucedeu, em 1964, o Serviço de Força e Luz do Município de Fortaleza (Serviluz) e foi incorporada pela Companhia de Eletricidade do Ceará (Coelce) em 1973.
Cerimônia de constituição da Centrais Elétricas Brasileiras S.A. – Eletrobras, durante o Governo João Goulart. 1962. Acervo Manchete

Constituição, em 11 de junho, da Centrais Elétricas Brasileiras S.A. (Eletrobrás), criada pela Lei nº 3.890-A, de 25 de abril de 1961, para coordenar técnica, financeira e administrativamente o setor de energia elétrica brasileiro, incorporando as aplicações realizadas até então pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE). Na qualidade de holding federal, congregava quatro subsidiárias – Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), Central Elétrica de Furnas, Companhia Hidrelétrica do Vale do Paraíba (Chevap) e Termelétrica de Charqueadas S.A. (Termochar) – além de conjunto de empresas associadas. A Eletrobrás integrou a Comissão de Nacionalização de Empresas Concessionárias de Serviços Públicos (Conesp), participando decisivamente do processo de compra das empresas do grupo norte-americano American & Foreign Power Company (Amforp), em 1964. A partir do Decreto nº 60.824, de junho de 1967, foi oficializado o Sistema Nacional de Eletrificação e a atuação da Eletrobrás foi consolidada, com a definição de seu papel de executor da política federal de energia elétrica.




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