Rádio


Primeiro receptor de Marconi. Museu de Ciências de Londres.

O processo de invenção do rádio iniciou-se em 1887, quando o alemão Heinrich Hertz publicou os resultados de suas experiências, confirmando a existência de ondas eletromagnéticas que podiam ser transmitidas através do ar, previstas em 1864 por James Clerk Maxwell. Assim como Hertz, diversos cientistas de todo o mundo procuravam, naqueles tempos, uma maneira efetiva de transmitir sinais sonoros sem a utilização de fios, superando o telégrafo e o telefone.

O cientista russo Alexander Stephanovitch Popov, por exemplo, construiu em 1895 um aparelho que captava ondas eletromagnéticas na atmosfera, mas foi o receptor do físico italiano Guglielmo Marconi o primeiro a conseguir, em 1896, captar ondas sonoras, que atravessaram uma distância de mais de 14 quilômetros em terras inglesas. Encorajado pelo sucesso de suas experiências, dois anos depois Marconi fundou a Wireless Telegraph and Signal e, em 1899, estabeleceu uma estação radiotelegráfica em Londres e outra, a cerca de 50 quilômetros, no norte da França.

Naquela ocasião, cientistas de todo o mundo já sabiam que, assim como a luz, as ondas de radio só se deslocavam em linha reta e achavam impossível enviar os sinais a uma distância maior, por causa da curvatura da terra. Em 1901, entretanto, Marconi conseguiu superar tal obstáculo, enviando sinais da Inglaterra para o Canadá, por uma distância de mais de 3.200 quilômetros. O feito se tornou um mistério e não foi explicado na época, mas hoje sabemos que uma camada eletrificada na atmosfera refletiu as ondas de Marconi e as fez atingir o seu destino.

Em 1905, o pesquisador inglês John Ambrose Fleming inventou o diodo, uma válvula capaz de detectar com maior precisão as ondas radioelétricas. Dois anos depois, em 1906, o mundo tomou conhecimento da mais importante conquista para a radiocomunicação de que se tinha notícia até então: o triodo, criado pelo cientista norte-americano Lee De Forest, que aperfeiçoou o projeto do diodo acrescentando ao mesmo um terceiro eletrodo. O triodo foi batizado de Audion e, além de detectar os sinais, podia amplifica-los, tornando possível sua transmissão entre distâncias cada vez maiores e permitindo que várias pessoas ouvissem as transmissões do rádio ao mesmo tempo.

A válvula de triodo de Lee De Forest. Reprodução do livro Science and Society.

Nos anos seguintes, outros pesquisadores deram prosseguimento aos estudos de Forest para aperfeiçoamento das válvulas, acrescentando elementos, melhorando sua eficiência e fazendo do rádio uma das mais importantes invenções da História. 

CURIOSIDADE
Em 1900, o padre e inventor gaúcho Roberto Landell de Moura transmitiu o som de sua voz através de um aparelho sem fio, construído por ele, que utilizava a luz como meio de transporte das ondas sonoras, do alto da Avenida Paulista, em São Paulo (SP), por uma distância aproximada de oito quilômetros. Landell de Moura obteve patente brasileira para seus inventos em 1901 e, meses depois, seguiu para os Estados Unidos. Seu trabalho foi notícia em 12 de outubro de 1902, no jornal americano The New York Herald, em reportagem sobre experiências desenvolvidas por cientistas de todo o mundo na transmissão de sons pelo ar. Em 1904, ele obteve do The Patent Office of Washington as patentes para um transmissor de ondas sonoras e para um telefone e um telégrafo sem fios.




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