Consolidação e crise do modelo estatal (1964-1990)

1973

Constituição, em 20 de junho, da Centrais Elétricas do Norte do Brasil S.A. (Eletronorte), autorizada a funcionar pelo Decreto nº 72.548, de 30 de julho do mesmo ano e criada pela Lei nº 5.824, de 14 de novembro de 1972. A empresa, subsidiária da Centrais Elétricas Brasileiras S.A. (Eletrobrás), assumiu os encargos do Comitê Coordenador de Estudos Energéticos da Amazônia (Eneram), organizado em 1968. Inicialmente, a área de atuação da empresa abrangia os estados do Amazonas, Pará, Acre, Norte do Mato Grosso e os então territórios do Amapá, Roraima e Rondônia. Em 1980, incorporou a Companhia de Eletricidade de Manaus (CEM), absorvendo, no ano seguinte, os parques termelétricos das capitais Porto Velho (RO) e Rio Branco (AC). A Eletronorte deu início à geração em grande porte na região Norte, destacando-se a entrada em operação das usinas hidrelétricas Tucuruí, a primeira da Amazônia, em 1984, e de Balbina e Samuel, em 1989. A Eletronorte foi incluída no Programa Nacional de Desestatização (PND) em 1995, vindo a ser cindida em 1998, originando a criação, nesse mesmo ano, das subsidiárias Manaus Energia S.A. e Boa Vista Energia S.A., atuantes, respectivamente nas capitais Manaus (AM) e Boa Vista (RR). Em 2004, A Eletronorte foi retirada do PND.
Usina Hidrelétrica Jupiá, no rio Paraná, entre os municípios de Alfredo Castilho (SP) e Três Lagoas (MS). S/d.Acervo FPHESP/Foto de Paulo Roberto de Souza

Entrada em operação da Usina Hidrelétrica Ilha Solteira, da Centrais Elétricas de São Paulo S.A. (Cesp), localizada no rio Paraná, nos municípios de Pereira Barreto (SP) e Selvíria (MS). Integra, com a Usina Hidrelétrica Engenheiro Souza Dias ou Jupiá, o Complexo Hidrelétrico Engenheiro Francisco Lima de Souza Dias ou Urubupungá. Os estudos que resultaram na construção do empreendimento foram realizados por iniciativa da Comissão Interestadual da Bacia Paraná-Uruguai (CIBPU), na segunda metade da década de 1950. A construção da usina foi iniciada em 1965, pela Centrais Elétricas do Urubupungá S.A. (Celusa). As extensivas investigações realizadas por ocasião dos trabalhos relativos às suas fundações propiciaram grande desenvolvimento na geologia e na mecânica dos solos da engenharia nacional. Em 1966, passou ao controle da Centrais Elétricas de São Paulo S.A. (Cesp). Possui 20 unidades geradoras, com 3.444 MW de potência instalada, constituindo-se na maior hidrelétrica do estado de São Paulo e terceira do país.

Usina Hidrelétrica Ilha Solteira, no rio Paraná, entre os municípios de Três Lagoas (MS) e Pereira Barreto (SP), s/d. Acervo FPHESP/Foto de Paulo Roberto de SouzaCerimônia de entrada em operação da UHE Ilha Solteira. 1973. Tempo: 1'17". Coleção Agência Nacional – Acervo Arquivo Nacional

O presidente da República Emílio Garrastazu Médici na cerimônia que marcou a entrada em operação da Usina Hidrelétrica Ilha Solteira. Presentes o governador de São Paulo, Laudo Natel; e o presidente da Centrais Elétricas de São Paulo S.A. – Cesp, Lucas Nogueira Garcez. S/d.

Adoção de medidas, pelo governo federal, para garantir a operacionalização dos sistemas interligados, devido à grande geração prevista para a Usina Hidrelétrica Itaipu, abarcando o reagrupamento das subsidiárias da Centrais Elétricas Brasileiras S.A. (Eletrobrás) em quatro empresas de âmbito regional – Centrais Elétricas do Sul do Brasil S.A. (Eletrosul), Furnas Centrais Elétricas S.A. (Furnas), Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) e Centrais Elétricas do Norte do Brasil S.A. (Eletronorte) – e a criação do Grupo Coordenador para Operação Interligada (GCOI). O novo organismo substituiu o Comitê Coordenador de Operação Interligada (CCOI), sendo composto pelas mesmas empresas participantes. O GCOI atuava nos segmentos Região Sudeste e Região Sul sob a direção da Eletrobrás, com as atribuições de coordenar, decidir e encaminhar as providências necessárias ao uso racional das instalações geradoras e de transmissão, existentes e futuras, nestas duas regiões, garantindo a continuidade do suprimento de energia elétrica aos sistemas distribuidores e a promoção da economia de combustíveis utilizados nas centrais termelétricas. O GCOI também participou da análise e validação das novas metodologias de planejamento desenvolvidas pelas empresas e pelo Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel). Em maio de 1999, o GCOI foi substituído em suas atribuições pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).




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